segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Comercial lésbico da Renault tem censura na Itália

O anúncio da Renault Twingo foi vetado pelas emissoras RAI e Mediaset da Itália. O motivo, segundo a imprensa italiana, é que o filme de 30 segundos insinua uma relação entre duas mulheres.

A sedução lésbica acontece para que uma delas engane a outra e acabe ficando com o carro. A cena mais quente acontece no quarto onde uma delas tira a roupa ficando de calcinha e sutiã.

O CEO da Publicis da Itália, agência criadora do comercial, se defende: "Queríamos criar um anúncio que fosse original, divertido e ao mesmo tempo que não fosse vulgar, e acredito que conseguimos. O interessante é que você pensa que ele vai para uma direção mas acaba indo para outra. É demais, você não acha?"

"Tudo está baseado em conceito do jogo, no desejo e no acaso. O lugar está ligado com a feminilidade e com a paquera" explicou a agência.

A rede Sky não vetou o comercial e está exibindo o filme normalmente.

domingo, 26 de dezembro de 2010




Texto de autoria do prof. Luiz Mello - Pesquisador do Ser-Tão e professor da Universidade Federal de Goiás










Quando adolescente, no final dos anos 70, uma das máximas da resistência ideológica de minha geração era um trecho de poema atribuído ao russo Maiakovski, mas que é de Eduardo Alves da Costa. Intitulado No caminho com Maiakoviski, em um trecho diz assim:

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada”.


Creio que é hora de dizermos:

SOMOS LÉSBICAS, TRAVESTIS, GAYS E TRANSEXUAIS. SOMOS MULHERES E FAZEMOS ABORTOS. REIVINDICAMOS ACESSO IGUALITÁRIO AO CASAMENTO, À UNIÃO ESTÁVEL, AO DIVÓRCIO, À INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL, À BARRIGA DE ALUGUEL, À ADOÇÃO. QUEREMOS TER DOIS PAIS HOMENS OU DUAS MÃES MULHERES. SOMOS CATÓLICOS-AGNÓSTICOS-UMBANDISTAS-EVANGÉLICOS-ATEUS E ESTAMOS EM TODOS OS LUGARES.

Não há nenhuma necessidade real de pertencermos a qualquer desses grupos ou de desejarmos usufruir qualquer dos direitos que lhes são negados. O fundamental é ter a clareza de que não se trata apenas de uma ameaça à cidadania e mesmo à sobrevivência física de pessoas homossexuais, travestis, transexuais e de mulheres heterossexuais, embora a garantia de seus direitos humanos seja um imperativo absoluto. Num nível além das aparências mesquinhas, o que está em jogo é algo precioso para todas as pessoas, por serem princípios fundamentais da vida democrática: a laicidade do Estado, a liberdade e autonomia dos indivíduos, a garantia da igualdade na esfera pública.

Agora são as mulheres e os segmentos LGBT os alvos do desejo de morte física e simbólica dos que se auto-intitulam representantes da única concepção aceitável de vida e de humanidade. Amanhã continuarão a ser eles, concretamente expulsos de seus trabalhos e perseguidos rua afora, por termos feito abortos ou por amarmos um igual... Depois de amanhã, ... poderá ser qualquer um que se torne o o(a)bjeto da ira dos intolerantes seguidores de um deus inventado para justificar uma lógica perversa de manutenção de privilégios, para os de sempre: machos-dominantes-heterossexuais e os que com eles se macomunam. Basta olhar quem são os donos do poder e quem ocupa majoritariamente os espaços de decisão política de nossa sociedade – nos poderes legislativo, judiciário e executivo, nas igrejas, no tráfico de drogas, na estrutura policial, etc.

Não sei se é lenda, mas há alguns anos ouvi uma história incrível: quando os nazistas invadiram a Dinamarca, não conseguiram prender grande número de gays e lésbicas, diferentemente do que ocorreu em muitos outros países durante a segunda guerra mundial. Antes que as prisões se tornassem um fato irremediável, centenas de milhares de dinamarqueses começaram a usar voluntariamente em suas roupas o símbolo do triângulo rosa invertido, empregado por nazistas para identificar homossexuais nos campos de concentração. A solidariedade foi a fonte da resistência. Não é à toda que muitos anos depois a Dinamarca tornou-se o berço dos direitos conjugais de lésbicas e gays na contemporaneidade.

Apenas por muito pouco estamos hoje distantes das mãos dos que se sentem no direito de dizer quem deve e quem não deve viver – e como viver -, seja por razões de Estado, seja por razões religiosas. Isso é inaceitável. Quando um grupo de pessoas se vê na iminência de perder direitos de cidadania e humanos por terem se tornado o bode expiatório da vez, toda a estrutura democrática da convivência humana está ameaçada. Num momento em que o machismo homofóbico é nitroglicerina pura e o combustível ideológico das igrejas nas disputas de poder relacionadas a um projeto de sociedade que nega direitos sexuais e reprodutivos a grupos específicos, um caminho de resistência talvez seja dizermos que somos todos essa outra que querem calar, castrar, excluir e aniquilar. E é urgente fazermos isso agora, desobedientemente, sem medo de assumirmos politicamente a rebeldia do oprimido que se revolta e não aceita as bases da vida desumanizada que lhe está sendo imposta. Se nos calarmos neste momento, talvez amanhã não possamos dizer mais nada.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Historiador diz que título ‘vale nada’



Para o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Sérgio Gini, que também é jornalista e historiador, a conquista da Taça dos Campeões de 1969, pelo Grêmio de Esportes Maringá "não valeu nada" e por isso não deve ser considerado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um título do Campeonato Brasileiro.

"A CBD declarou o Grêmio Maringá como campeão do Torneio dos Campeões, que não valeu absolutamente nada, a Taça dos Campeões foi criada pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para que o Brasil tivesse um representante na Taça Libertadores da América."

O torneio continental havia sido criando no ano anterior e faltava um representante brasileiro, devido aos atrasos dos jogos da Taça Brasil. Mas não deu certo. "Em 1969 o Brasil não enviou times representantes para a Libertadores por causa desses problemas administrativos e o Botafogo (campeão da Taça Brasil) e o Santos foram prejudicados", diz.

Depois de passar pelo Santos na semifinal, após dois empates e a recusa por parte do time da baixada santista pelo terceiro jogo, o Grêmio Maringá, conforme explica Gini, deveria jogar contra o Botafogo-RJ. "Mas o time carioca se recusou porque a CBD manteve o atrito com a Conmebol e o Brasil não teria representante na Taça Libertadores da América de 1970 novamente".

COMO FOI

O Torneio dos Campeões, apelidado de "Robertinho", foi realizado paralelamente ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o "Robertão" e teve como participantes o Botafogo (campeão da Taça Brasil de 1968), o Santos (o campeão do Robertão de 1968), o Sport (o campeão do Torneio Norte-Nordeste em 1968) e o Grêmio Maringá (o campeão do Torneio Centro-Sul também em 1968).

O Grêmio venceu as duas partidas realizadas contra o Sport, pelo placar de 3 a 0, e foi à final com o Santos. As duas partidas realizadas por estas equipes ficaram empatadas, o que forçou a realização de um terceiro confronto. Porém, o Santos, alegando indisponibilidade de agenda, desistiu da partida, fato que obrigou a CBD a dar o título do torneio para o clube maringaense.

Alguns relatam que o Torneio dos Campeões era uma espécie de série B do ano de 1969. Outros, no entanto, afirmam que se tratava de um torneio que decidiria quem realmente seria o "campeão dos campeões".

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Após prova considerada homofóbica, centro acadêmico estuda adotar nome de aluna


A jovem homossexual Narailka Yasmin Soares e Silva, de 20 anos, disse que passou mal após ter feito uma prova do curso de serviço social da Faculdade Adelmar Rosado, em Teresina (PI), contendo um artigo considerado homofóbico por colegas, conforme relatou a Folha nesta semana.

Trecho do artigo, contrário à união civil homoafetiva, diz que homossexuais não podem expressar o amor, pois a relação sexual é feita "no mais puro estilo animal".

Narailka saiu da sala e foi acompanhada de outros cerca de 30 estudantes da turma. O professor de metodologia de trabalho científico foi demitido, segundo anunciou a faculdade.

"Eu não pensei que aquela minha atitude fosse ter esse respaldo todo, fosse chegar onde chegou", disse ela à reportagem. "Foi tudo involuntário, eu realmente passei mal."

O CA quer levar o assunto à próxima sessão da Câmara de Teresina e estuda adotar nome de aluna.

Em carta enviada à faculdade, a Liga Brasileira de Lésbicas no Piauí definiu o texto como "marcadamente homofóbico" e elogiou a decisão de demitir o professor.

Marinalva Santana, articuladora do grupo no Estado, disse que o objetivo agora é suscitar entre os alunos o debate sobre o respeito à diversidade sexual, inclusive com a realização de um "grande seminário" em 2011.

OUTRO LADO

O professor Raimundo Leôncio Fortes, que assumiu a autoria do texto, justificou que o artigo não estimula a discriminação.

Na quarta-feira, ele encaminhou à reportagem uma carta aberta aos estudantes, em que diz não ter tido a intenção de "contrariar o pensamento e ferir os sentimentos das pessoas".

Para ele, o uso do texto teve "caráter pedagógico, uma vez que o mesmo apresenta uma estrutura lógica compatível com aquilo que se estava pedindo na prova".

"Porém, não posso concordar com a ideia de que assumir uma posição contrária à legalização da união civil entre homossexuais signifique manifestar discriminação a este grupo. Afinal de contas, estamos numa democracia, e nela todos têm direito de expressar seu pensamento [...]"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Assisti em 3D no Shopping Catuaí. Vale a pena !!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Homo Erectus na voz marcante de Paulo César Pereio

Ví no Blog do de Lucca e chorei de rir.



Homo Herectus___marcelino freira

Sabe o Homem que encontraram no gelo?
Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado?
Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia?
Perto das colinas calcáreas da Prússia?
O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca?

Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra?
O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária?
O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu?
No tempo perdido? Você viu?

Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio?
O Homem engolido pela terra primitiva?
Da Era Quaternária, não sei? Secundária?
Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte?
Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte? Sabe deste Homem?

Irmão do Homem de Piltdown? Primo do Homem de Neandertal?
Do velho Cro-Magnon? Do Homem de Mauer? Dos Incas, até?
Dos Filhos do Sol? Das tribos da Guiné?
O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras?
Homem com mandíbula de chimpanzé?
Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo?
Um mistério maior que este mistério? Navegador de jacaré? Não sabe?

Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso?
Pela Paleontologia, não sabe?

Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso? O Homem ressuscitado, você viu na TV?

De ossos miúdos? Esmiuçados? Abertos para estudo?
À visitação nos museus americanos? Como uma múmia sem roupa? Quase?
Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico?
O Homem embrionário? Das origens cavernosas da Humanidade?
Sabe este Homem, não sabe?

Pintado nas cavernas da Dordonha? Mesolítico? Nômade? Perdido?

Este Homem dava o cu para outros homens.
E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Casal de lésbicas espera quíntuplos


A mais recente edição da revista australiana Women's Day, publicada na última segunda-feira, 04, conta a impressionante do casal formado por Rosemary Nolan e Melissa Keevers. Casadas e mães de uma menina, elas esperam quíntuplos.

Quem carrega os bebês é Melissa, que foi inseminada com o sêmen de um doador norte-americano, o mesmo que garantiu a gestação da primeira filha do casal. A história chama atenção pelo fato de a mãe não ter se submetido a nenhum tratamento de fertilização.

Os cinco bebês devem nascer no fim deste ano.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Criado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação - LGBT

do Gay1

O Presidente Lula e Ministro Paulo Vannuchi (Secretaria de Direitos Humanos) assinararam o Decreto n º 7.388, em 9 de dezembro de 2010, publicado hoje (10/12) no Diário Oficial da União, que dispõe sobre a composição, estruturação, competências e funcionamento do Conselho Nacional Combate à Discriminação - CNCD , que terá o “nome social” de Conselho Nacional LGBT.

Segundo o Decreto, o Conselho tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT.

O Conselho será composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil.

Segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, “o estabelecimento do Conselho é uma reivindação da ABGLT e uma conquista da sociedade civil e do governo Lula, dando seguimento às deliberações da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, para fazer o controle social da implmentação das 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT.”

Com o estabelecimento do Conselho, o presidente Lula e o ministro Paulo Vannuchi e toda sua equipe estão demonstrando sensibilidade política para a comunidade LGBT, que nesses tempos tem sofrido muitos ataques, conforme noticiado pela mídia em geral.

Esperamos que a Ministra indicada pela presidente Dilma Rousseff, Maria do Rosário, dê continuidade às políticas iniciadas no governo Lula e que possamos num futuro próximo diminuir o estigma, o preconceito, a discriminação e a violência contra as pessoas LGBT.

Já em 2011 reivindicamos a realização da 2ª Conferência Nacional LGBT, com as respectivas conferências municipais e estaduais LGBT, para que possamos avaliar e monitorar todas as ações executadas até agora para a construção da cidadania LGBT.

Esperamos que o exemplo da criação da Coordenação-Geral LGBT, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, e agora a criação do Conselho Nacional LGBT seja seguido pelas 27 Unidades da Federação e os mais de 5 mil municípios brasileiros.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A lei da homofobia e outras garantias individuais



"A partir de agora também, lanço outro desafio. Vamos lutar para que o congresso retire todos os direitos constitucionais individuais de todos os cidadãos. Vamos confiar no bom senso dos brasileiros. Que os religiosos, os mais fervorosos nas críticas aos projetos de lei que defendem os interesses dos LGBTs, abram mão dos artigos da constituição que defendam a liberdade de crença, o livre culto. Neste país, as liberdades religiosas sempre foram respeitadas, especialmente a dos cristãos protestantes e das religiões afro-descendentes. Ninguém nunca foi morto, preso, humilhado e proibido de praticar seu culto no Brasil. Vamos confiar a vida e a dignidade dessas pessoas nas mãos de pessoas que sempre respeitaram o direito de crer das outras pessoas e nunca censuraram nenhuma demonstração de fé diferente da sua."

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Trecho de oportuna reflexão de William De Lucca 
publicada no MARINGAY  sobre a polêmica 
Lei da Homofobia que tramita no Congresso Nacional.

Tequileiras do Funk dando Surra de Bunda em Maringá

Bonito, profundo e poético !!!



Ví no Blog do Rigon

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Teólogo sugere que evangélicos deixem homossexuais em paz

da ALC

O teólogo presbiteriano Juan Stam propôs às igrejas evangélicas uma moratória, de cinco anos, para que elas analisem com calma o assunto da homossexualidade, deixem os homossexuais em paz e se fixem em outros temas mais importantes e evangélicos.

Ná íntegra AQUI.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Nova lei proíbe comerciante de obrigar funcionário a usar gorro de Papai Noel


Uma nova lei proibirá em todo território nacional que funcionários do comércio sejam obrigados a usar gorro de Papai Noel durante o período de Festas. A medida é uma tentativa de diminuir o sofrimento das pessoas que mais trabalham durante o período natalino. “É um absurdo a gente já ter que passar o dia inteiro em pé e ainda ter que usar esse gorrinho ridículo”, declarou Natália Pinheiro, funcionária de uma loja no centro do Rio de Janeiro.
A lei entra em vigor já neste Natal e será estendida para outras datas comemorativas. “Pelo menos não vou precisar mais usar aquelas orelhinhas de coelho durante a Páscoa, tava pegando mal já”, desabafou Tonhão Mangueira, frentista de um posto da Zona Sul.

Conheça o menor hotel do mundo, que recebe apenas um casal de cada vez

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dois Pontos: Blog da Cidadania


1
Os que odeiam homossexuais
Os ataques a homossexuais em São Paulo continuam se sucedendo. E no mesmo local, a avenida Paulista, que vai se tornando vitrine da homofobia. Assista ao vídeo do último ataque, divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

2
Quem quiser enxergar como os Estados Unidos da América são um país que não tem a menor condição de apontar o dedo para nações como o Irã e que pratica terrorismo de Estado tão virulento quanto aquele que diz combater, não pode deixar de ver as imagens que este post reproduz.


Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo

Um respeitado professor de política internacional passou meses analisando de forma profunda o impacto que o aparecimento de mortos-vivos teria nas relações exteriores. Depois de misturar o que chama de “cânone” desse tipo de ficção com as principais teorias de relações internacionais, Daniel Drezner, da universidade Tufts, diz que apenas parte do mundo estaria pronta para lidar com os efeitos de um hipotético ataque zumbi.

“Olhando de forma séria, os mortos-vivos são como qualquer outro choque sistêmico global, como uma pandemia ou o próprio aquecimento global. Os países mais ricos e avançados, as maiores potências, provavelmente estariam prontos para lidar bem com este problema”, disse Drezner, em entrevista ao G1. A tese dele é parte do livro "Principles of international politcs and zombies" (Princípios de política internacional e zumbis), que vai ser publicado em 2011 pela editora da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. “É um livro que tenta ser ao mesmo tempo sério e engraçado”, explica.

Mais informações no G1

domingo, 5 de dezembro de 2010

A cada 12 dias, uma pessoa troca de sexo no Brasil

 
 
Debora Rodrigues esperou 48 anos - a vida inteira - pela sexta-feira passada, quando "finalmente" se submeteu a uma cirurgia de transgenitalização, conhecida como mudança de sexo. Nascida menino, ela cresceu sem saber qual banheiro frequentar. Debora saiu de Itambé, em Pernambuco, aos 17 anos, e não voltou mais. Sem nunca ter sido aceita pela família - "meu pai me mandava dormir fora de casa, com os cachorros" -, se mudou para o Rio. Há cinco anos, uma amiga mostrou um recorte de jornal com a notícia de que no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, era possível fazer a operação. 
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Na íntegra, AQUI

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Onde Foi Parar O Brasil Sem Homofobia?


"A homofobia atinge a TODOS, 
você não precisa ser homossexual, basta 
“ACHAREM” QUE VOCÊ É."
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Manifesto completo  AQUI

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Maria Inês Nassif: A resistência à mobilidade social


"Para quem assistiu de fora a eleição de Dilma Rousseff e os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode parecer que o país avança celeremente para uma civilizada socialdemocracia e busca com ardor o Estado de bem-estar social. Para quem assistiu de dentro, todavia, é impossível deixar de registrar a feroz resistência conservadora à ascensão de uma imensa massa de miseráveis à cidadania."

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Matei porque ODEIO Gay !!!

Numa noite em 2002, Igor foi atraído ao apartamento do homem que se passou por um suposto apoiador dos projetos do bailarino. Gay assumido, Igor acabou morto a tiros na mesma noite, dias antes de completar 30 anos. Apesar da comoção que o crime causou na população local (Montes Claros - MG), até hoje o assassino está solto, amparado por um habeas corpus.

Em depoimento, na época das investigações, Ricardo Athayde Vasconcelos disse que matou o bailarino porque tinha horror a homossexuais. “O Igor foi morto por homofobia”, resume o poeta Aroldo Pereira, amigo próximo do bailarino.

O acusado de matar o bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier afirmou que teria agido em legítima defesa. Disse que houve um desentendimento e que o bailarino assediava seu filho, Diego Rodrigues Athayde, na época com 19 anos, e suspeito de ser cúmplice do pai no assassinato.

A perícia, no entanto, aponta que dos cinco tiros que mataram o bailarino, um o acertou na nuca. O corpo de Igor só foi encontrado no dia seguinte, jogado numa estrada.” Não me conformo. Há anos convivo com a dor, e os assassinos do meu filho desfilam de cabeça erguida”, desabafa Marlene Xavier, mãe do bailarino. 

Texto na íntegra no Blog Na Ponta dos Dedos

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Outro artigo interessante sobre violência e Homofobia no  

sábado, 13 de novembro de 2010

Pedofilia ou Homofobia ?



"(...) Cabe uma indagação. 
Será que o mesmo 
beijo e carícias 
entre um 
CASAL HETEROSSEXUAL 
da mesma idade dos dois jovens gays 
(13 e 18 anos), 
num shopping, teria resultado na prisão 
do adolescente de 18 anos de idade? 
Custo a crer."
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Na íntegra, AQUI.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Filho, você é gay ?


"Muitas mães (...) suspeitam que o filho é gay, mas não tem a menor idéia de como perguntar. E muitas acabam fazendo como eu e perguntando diretamente. E a maioria dos filhos faz o mesmo que o meu: nega. Por que em geral a pergunta "você é gay?" vem carregada de ansiedade, medo, frustrações e dor. É claro que a pessoa sendo interrogada sente isso. E nega, como forma de se auto preservar daqueles sentimentos negativos."

Ná íntegra, no Mãe, Sou Gay !

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Que dó !!!

Estes dois filhotinhos, chamados de Charlie e Spike sofrem de uma disfunção chamada myotonia congenita. É totalmente indolor, mas esta síndrome faz com que eles desmaiem por milisegundos ao ouvir um som alto. É uma doença raríssima em felinos. Mas comum em cabras e cabritos. A parte mais triste é que o Charlie morreu dia 30 de Outubro último. Snif.



Ví no Chongas

sábado, 6 de novembro de 2010

Sala dos Suplícios

O lançamento do livro “Sala dos Suplícios: o dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô”, de Miguel Fernando Perez Silva, está marcado para o próximo dia 22 de novembro, às 19 horas, na sede da Acim. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Adolescência e Homofobia


"O bullying é autorizado quando pais e mães se calam por medo ou vergonha; quando a escola se omite para não discutir a diversidade sexual; quando o Estado não reconhece o CRIME de homofobia. Essas meninas e meninos estão sozinhas num mundo que lhes diz que seu sofrimento é auto motivado, que são os culpados e estão errados em serem quem são!"
________________________

Texto na íntegra, no ABC-Les

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sobre o voto nulo/branco.

Analfabeto 
Político 
(Bertolt Brecht)

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Paulo Henrique Amorim em Maringá

A convite da RIC/Record e da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) o jornalista Paulo Henrique Amorim estará em Maringá no dia 17 de novembro para ministrar a palestra “Perspectivas econômicas no cenário nacional”. A palestra será realizada no Teatro Marista, às 19 horas. Mais informações pelo telefone 0800-600-9595.

Paulo Henrique Amorim fez coberturas importantes como a guerra civil de Ruanda e a eleição do presidente norte-americano Bill Clinton. Ele tem passagens pela Revista Veja e Rede Globo, foi correspondente internacional e agora tem contrato com a Record, onde apresenta o programa Domingo Espetacular. Na Record Amorim já apresentou o Jornal da Record 2a edição, Edição de Notícias e a revista eletrônica Tudo a Ver e é autor do Blog Conversa Afiada.

(Ví no blog da Rose Leonel)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Para a Doida - Peito Estala Bate (Xuxa)

Nova Orleans promove competição de 'air sex'

Do G1

A cidade de Nova Orleans (EUA) promove uma competição de "air sex". Até agora, segundo o site oficial do evento que se autoproclama Campeonato Mundial de "air sex", já foram realizadas 20 etapas, a última na segunda-feira em Santa Fé, no Novo México (EUA).

De acordo com o regulamento do campeonato, os competidores têm cerca de 2 minutos para simular um ato sexual. A performance pode incluir todas as fases, como encontro, sedução, preliminares e relação sexual. Mas quem preferir pode ir direto ao ponto.

Marcel Mauss - "Ensaio sobre a Dádiva"

Também conhecido como Ensaio sobre o "dom", (no original francês: Essai sur le don. Forme et raison de l'échange dans les societés archaiques - “Ensaio sobre a dádiva. Forma e razão da troca nas sociedades arcaicas” é um livro de Marcel Mauss publicado pela primeira vez em 1925 que versa sobre os métodos de troca nas sociedades tidas como primitivas. É reconhecido como o estudo de caráter etnográfico, antropológico e sociológico mais antigo e importante sobre a reciprocidade, o intercâmbio e a origem antropológica do contrato.

Os aspectos históricos do que hoje entendemos como direito das obrigações são também abordados nesse livro inclusive quanto ao aspecto (diacrônico) da origem da distinção, nas sociedades semíticas, grega e romana, entre a obrigação e a prestação não gratuita e a dádiva. Aquisições recentes da civilização, segundo ele, com possível origem em fase anterior sem a mentalidade fria e calculista com dádivas trocadas onde se fundem pessoas e coisas tal com pode ser deduzido em vestígios do direito romano ou nítidamente nas leis da Germânia ou Código de Manu da Índia antiga.

Esse ensaio de Mauss discorre acerca do modo como o comércio de objetos entre os grupos constrói relacionamentos entre eles. Sustentou que ao doar ou dar um objeto (presente), o doador cria uma obrigação face ao receptor que fica de lhe devolver o presente.

O resultado de tal conjunto de trocas que ocorrem entre indivíduos de um grupo e entre diferentes grupos corresponde a uma das primeiras formas de economia social e da solidariedade social que une os grupos humanos. As doações recíprocas estabelecem relações de fortes alianças, hospitalidade, proteção e assistência mútua.

O ensaio está construído com uma ampla gama de estudos etnográficos de distintos grupos humanos. Mauss aproveitou a experiência e os dados dos estudos Bronislaw Malinowski o intercâmbio do kula registrado entre habitantes das Ilhas Trobriand; a instituição do Potlatch dos índios da na costa do Pacífico no Noroeste da América do Norte e outros estudos etnográficos de povos da Polinésia que mostram a prática generalizada de troca de presentes em sociedades não - européias. Analisa simultaneamente a história da Índia, e sugere que os traços de troca de presentes também podem ser encontradas nas sociedades mais desenvolvidas. Nas conclusões do livro de Marcel Mauss sugere que as sociedades seculares industrializadas, poderiam se beneficiar ao reconhecer a prática das dádivas e doações (troca de presentes).

Para Levi-Strauss autor do ensaio "Introdução à obra de Marcel Mauss” o “Ensaio sobre a dádiva” é a obra prima de Mauss. Foi nesse texto, segundo ele, que Mauss introduziu e impôs a noção de fato social, que apresenta-se com um caráter tridimensional, fazendo coincidir a dimensão propriamente sociológico, com seus múltiplos aspectos sincrônicos; a dimensão histórica ou diacrônica; e, enfim, a dimensão físico-psicológica. O mérito de Mauss, ainda segundo esse autor foi, pela primeira vez no pensamento etnológico, transcender a experiência empírica – da descrição e comparação erudita ou anedótica – para formas comparáveis entre si por seu caráter comum em modalidades que podem analisadas e classificadas inaugurando uma nova era das ciência sociais.

(fonte: Famigerada WIKIPÉDIA)



1) No Blog Sociologia Hoje a Professora Nádia Aguiar faz um resumo breve da obra 'Ensaio sobre a dádiva', de Marcel Mauss.

2) AQUI um artigo do professor Marcos Lanna, da Universidade Federal do Paraná, sobre a mesma obra.

3) AQUI o download da obra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pq fechar a porta !?



Malvados (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

Dois pontos: Gays




Porque eu voto na Dilma.


Porque eu voto na Dilma.


Você não votou na Dilma no primeiro turno. Também não pretende votar nela no segundo turno. Não apenas você não vai votar nela, como você tem alertado sobre os perigos de se votar na candidata petista. Você tem suas razões para achar que o voto em Dilma não é o melhor para o Brasil.
Eu não penso como você. Entendo que o melhor voto para o Brasil é o voto em Dilma Roussef, e não em José Serra.
A principal razão que, no meu ponto de vista, justifica o voto em Dilma não é uma única razão. Na verdade, são 53 milhões de razões: entre 2003 e 2008, foram 21 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e outros 32 milhões que ascenderam à classe média. Os números dos que chegaram à classe média correspondem mais ou menos ao total de torcedores do Flamengo, e os que saíram da pobreza correspondem aproximadamente à torcida do Corinthians. É isso mesmo: o número de brasileiros que melhoraram de vida na Era Lula é um pouco menor que a  soma das torcidas do Flamengo e do Corinthians. A pobreza extrema no país foi reduzida à metade nos anos Lula. Esse salto não se deveu apenas ao bom momento econômico. Isso é fruto de medidas específicas do Governo Federal, tais como o Bolsa Família e o Bolsa Escola. Você chama esses programas de assistencialistas, de demagogia paternalista. Na sua concepção liberal de “Estado mínimo”, esses programas não têm justificativa. Mas os países socialmente mais justos foram aqueles em que o Estado assumiu um papel ativo na promoção do bem estar social. Você condena os programas brasileiros, mas, quando vem à Europa, você se embasbaca dizendo que a Suécia ou a Dinamarca é que são países “de verdade”, pois se importam com seus cidadãos. Os programas sociais brasileiros são irrisórios se comparados aos de países da Europa ocidental. Por que você etiqueta os programas assistencialistas suecos de “justos” e os brasileiros de “demagógicos”? O número de programas de suporte social de um país como a França é muito superior que o do Brasil. Para você ter uma idéia, aqui eu recebo uma ajuda de moradia, fornecida pelo governo francês a todo estudante que paga aluguel, seja ele francês ou não. Isso custa uma grana preta aos cofres franceses. Certa vez, comentei com um colega no trabalho que recebia essa ajuda. Nunca vou me esquecer do que ele falou: “puxa, nem sabia que isso existia aqui na França. Sou classe média, não preciso desse auxílio, mas fico feliz de saber que os impostos que eu pago servem para ajudar estudantes como você”. Isso é civismo. É impensável ouvir isso da classe média brasileira, notória pelo seu acivismo. O que se ouve deles é que “a classe média é explorada”. Você deveria é ficar feliz de saber que parte de seus impostos são destinados a ajudar os brasileiros que podem menos. Votar em Dilma é votar na continuidade desses programas. É a garantia de que mais compatriotas irão melhorar de vida. Ou você acha que vai manter esses programas um cara cujo vice propôs punir quem dá esmolas e que chamou o Pronasci de “bolsa-bandido”? Um cara cuja esposa chamou o Bolsa Família de “bolsa vagabundagem”? Você acha que esse senhor tem capacidade de diálogo com os mais desprovidos? Um cara que diz não entender os sotaques de goianos, mineiros e pernambucanos? Um cara que, como bem observou Idelber, inventou a favela de plástico? Um cara que diz para uma eleitora na favela “Não posso conversar agora. A senhora não poderia me mandar um fax?”? Esse senhor não demonstra ter canais de comunicação com os pobres. Serra diz que vai manter os programas sociais. Só que eu não confio no que Serra diz. Aliás, não confio sequer nocompromisso que ele assume por escrito em cartório.
Foi sob o Governo Lula que a economia brasileira conheceu um período de crescimento expressivo, inclusive durante a crise mundial. Conheço seu argumento: “Lula continuou o que FHC fez”. Só que o próprio FHC reconheceu recentemente que a gestão econômica do PT tem méritos próprios. Insistir na tese de que tudo de bom da economia brasileira não tem sequer uma contribuição da equipe econômica de Lula, mas apenas de FHC e do Plano Real, tem tanto sentido quanto dizer que a pujança da indústria automobilística brasileira nos dias atuais é mérito de apenas um homem: JK.
Não foi apenas na gestão econômica que a gestão Lula foi primorosa. Há que se destacar a revitalização do sistema universitário público. Comparar a gestão Lula com Paulo Renato é como comparar o Barcelona ao Madureira. Foi nos anos FHC que o ensino superior privado conheceu fulgurante expansão – na maior parte das vezes, sem a contrapartida da qualidade – rifando vagas universitárias a megagrupos empresariais. Ao mesmo tempo, as universidades federais entraram em processo de sucateamento: Paulo Renato cortou verbas, restringiu concursos para professores e funcionários, priorizou a expansão do ensino privado, não promoveu uma política de assistência estudantil. Fiz o curso médico na UFMG durante os anos FHC. O descaso governamental provocava greves recorrentes (a de 1998 foi marcante) e provocou inclusive o fechamento do Hospital das Clínicas da UFMG, pelo simples motivo de que a verba federal não era repassada: centenas e centenas de alunos, além de milhares de pacientes carentes, sofreram com o fechamento do hospital. Hoje, o campus da UFMG tem outra cara: prédios novos e modernos foram inaugurados (Economia, Farmácia, Odontologia, Engenharia). A Cynthia Semíramis concorda comigo. Lula investiu no ensino superior: criou 14 universidades federais e outras dezenas e dezenas de escolas técnicas, muitas delas em regiões menos desenvolvidas do país. Foi a política de Lula que permitiu a criação, por exemplo, do Instituto de Neurociências de Natal, que já está aí, repatriando pesquisadores e fazendo pesquisa em alto nível. Cargos docentes foram criados e a carreira universitária foi valorizada, em flagrante contraste com a ativa promoção da penúria que marcou a gestão Paulo Renato. Tudo isso propiciou que os mestres e doutores formados no Brasil ocupassem cargos na universidade brasileira, evitando o brain drain que por tantos anos sangrou a academia brasileira. O salto na pesquisa brasileira desde a eleição de Lula é bastante expressivo. Em 2003, os investimentos em ciência e tecnologia foram de 21,4 bilhões de reais; em 2008, já atingiam R$ 43,1 bilhões. Paralelamente, houve notável aumento da produtividade científica brasileira: as publicações em peer-review journals saltaram de 14.237 em 2003 para 30.415 em 2008. Subimos da 17ª posição no ranking da SCImago, em 2000, para a 14ª, em 2008. Passamos países com maior tradição de pesquisa, como a Suíça e a Rússia. A política de pesquisa do Governo Lula foi elogiada inclusive pela Nature, uma das revistas científicas mais importantes do mundo (aí, Tio Rei, coloque mais essa na lista do jornalismo chapa-branca). Eu não voto em José Serra porque não quero que a universidade e a pesquisa brasileiras sejam sucateadas novamente. Não merecemos outro Paulo Renato.
Você diz que o governo do PT é anti-democrático, que ele coíbe a liberdade de expressão e que ele ameaça a liberdade de imprensa. Você acha que o PSDB representa uma proposta democrática. Discordo nos dois pontos. Houve declarações atrapalhadas do governo no que diz respeito à imprensa, e não aprovo a atitude de Lula no episódio Larry Rother. Mas daí a dizer que governo do PT é anti-democrático e que cerceia a liberdade de imprensa vai uma distância muito grande. Nem mesmo o FHC sustenta que o Lula é stalinista – só aloprados como Olavão e o Tio Rei é que alimentam besteiras assim. Se, como você diz, o PT censura a imprensa a seu favor e coloca um monte de jornalista chapa-branca nas redações de todo o país, olha, então o PT tem que aprimorar seus métodos. Dê uma olhada nas últimas capas da revista semanal de maior circulação do país, ligue a TV no principal canal, ou visite um dos blogs políticos mais acessadose veja (ops!) se há algum indício de que o PT tolhe quem fala mal dele e quem aponta as lambanças do partido. Aí você diz que, no governo Lula, tentou-se criar o Conselho Nacional de Jornalismo e que isso era uma tentativa ditatorial de controlar a liberdade de imprensa. Se isso é ditadura, sua lista de governos anti-democráticos deve incluir também países em que o Conselho já existe, como a França e a Inglaterra, como bem lembra Jânio de Freitas. Você critica a TV Brasil, dizendo que o governo não tem que manter canal de TV. Diga isso a um francês. Ele vai lhe dizer que na França não existe um canal de TV nacional que seja público. Existem cinco.
Eu também li o editorial do Estadão, dizendo que Dilma é “O mal a evitar”, por representar uma ameaça à democracia e à liberdade de imprensa. Você achou bonita essa defesa do “Estado de Direito”, né? Por que o Estadão nunca fez um editorial como esse quando o Brasil efetivamente vivia sob uma ditadura, nos anos de chumbo? Por que, dias depois desse editorial, esse mesmo órgão que se põe como baluarte da democracia plural demitiu sumariamente uma colunista que apoiou o Bolsa Família?
E será que o PSDB é tão comprometido assim com a democracia constitucional e com a liberdade de expressão? E os arapongas da Abin na gestão FHC? De qual partido é Eduardo Azeredo, que propôs uma lei de controle da internet que é carinhosamente chamada de AI-5 digital? De qual partido é Yeda Crusius, que mobilizou a PM gaúcha para espionar uma deputada de oposição, inclusive suas crianças (via Idelber)? De qual partido é Beto Richa, que censurou sete pesquisas eleitorais, um blog e até um twitter? E o que dizer do Serra, que telefonou a Gilmar Mendes para que ele tomasse a decisão que o PSDB preferia, no que diz respeito aos documentos necessários à votação: isso é respeito às instituições democráticas?
Você reprova a política externa do Lula, dizendo que ele desonra a democracia brasileira,  privilegiando o diálogo com regimes fechados e ditatoriais. Então me responda: onde estava sua indignação quando FHC condecorou o ditador peruano Alberto Fujimori com a Ordem do Cruzeiro do Sul?
Você vê com maus olhos as alianças políticas do governo Lula e acha que isso é um argumento forte para não votar no PT. Eu também não gosto do Sarney, do Collor, do Calheiros, do Temer, do Hélio Costa. Preferiria que eles estivessem longe do poder. Mas já passamos da idade de acreditar em purismo ideológico, né? Isso é coisa de adolescente que descobre a política. Fazer política é fazer alianças, muitas das quais difíceis de serem engulidas. Vai me dizer que você gostava de ver o sociólogo da Sorbonne de mãos dadas com o  PFL de ACM e cia? Você gostava de ver o Renan Calheiros como Ministro da Justiça do FHC? Bem, talvez você nem sequer goste do Índio da Costa… Bem vindo à real politikmon ami.
E sim, você vai me falar da corrupção na gestão petista. É verdade. No que diz respeito ao combate à corrupção o governo Lula não foi virtuoso – longe disso. Houve mesmo bastante corrupção. O mensalão existiu, não foi invenção. Mas, será que a oposição é impoluta e pode mesmo posar de moralmente superiora? Lembra-se do Mensalão Mineiro e do Azeredo? Do Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa do alto tucanato, que levou R$ 15 milhões na privatização da Vale? Dos R$ 400.000 a cada deputado que votou a favor da reeleição? E o esquema de corrupção e espionagem, revelado no escândalo dos grampos durante a privatização da Telebrás, envolvendo FHC, o presidente do BNDES (André Lara Resende) e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ministro das Comunicações de FHC)? E a farra do Proer? E o favorecimento ilícito da Raytheon na instalação do SIVAM ? E a endinheirada relação entre Chico Lopes (ex-presidente do BC) e o banqueiro Salvatore Cacciola? Eduardo Jorge, assessor pessoal de FHC, envolvido em diversas negociatas, inclusive em “caixa dois” para a reeleição de FHC? Por favor, não me venha com essa conversa de que o PSDB não compactua com a corrupção.
Eu vou concordar com você que o Brasil precisa de investimento em infra-estrutura: portos, rodovias, aeroportos. Mas será que o governo que impôs à população brasileira o racionamento de energia é mesmo o mais preparado para conduzir esses avanços em infra-estrutura? Acho que não.
Mas talvez nenhuma dessas questões sobre economia, educação e gestão pública importem para você. Talvez o que mais lhe opõe à candidatura de Dilma Roussef sejam questões religiosas. Pode ser, por exemplo, que você se oponha à política petista em defesa dos direitos civis dos homossexuais. Você chama isso de “tentativa de implantação de uma ditadura gay no Brasil”. É engraçado ouvir que existe ditadura gay no Brasil das mulheres fruta, das dançarinas de axé, da erotização infantil, das peladonas do carnaval, das bancas em que pululam revistas masculinas de orientação heterossexual. Fique tranqüilo, essas coisas vão continuar acontecendo e ninguém está propondo instituir o monopólio da G Magazine entre as revistas de entretenimento adulto (fugiremos juntos do Brasil quando isso acontecer, ok?). Estamos falando em estender a uma pequena parcela da população os direitos civis desfrutados pela maioria. Nenhum governo do mundo tem poder para forçar alguém a assumir determinada sexualidade, porque os determinismos neurobiológicos da sexualidade passam ao largo da legislação dos homens – do contrário, eu acharia que os labradores machos lá do sítio da minha família só montam um no outro porque o governo PT apóia a causa homossexual (e eu desconfio que meus labradores não entendem muito bem o que seja o PL122). A questão aqui é apenas garantir que a expressão de determinado comportamento sexual não seja discriminada. Isso não é forçar a população a ser homossexual, nem calar heterossexuais. O prefeito de Paris é gay, assim como o de Berlim e a Primeira Ministra da Islândia. Eu, heterossexual, não sofro por morar em uma cidade governada por um gay.
Aproveitando o tema, permita-me uma pergunta: o que aconteceria se, ao invés de se mobilizarem maciçamente contra o “casamento gay”, os evangélicos se movessem por coisas que importam, como metrôs, ensino público, bons hospitais e punição a corruptos? Por essas e outras, é que indicadores como mortes violentas, saneamento básico e crianças nas escolas são bem melhores em Paris do que em São Gonçalo, cidade do Brasil com maior concentração de evangélicos. A luta contra a miséria e os embates por educação, transporte e hospitais de qualidade não parecem sensibilizar evangélicos – mas se dois marmajos querem juntar escovas de dentes no mesmo copo do banheiro, aí eles entram na briga, né?  Essa miopia política acívica atrasa o país. O Brasil seria bem melhor para todos se os evangélicos batalhassem politicamente por coisas que realmente importam – e isso certamente não inclui ajustar o mundo aos estritos códigos comportamentais que defendem.
Há o aborto também. Você está certo: a Dilma é a favor do direito ao aborto (este vídeo é como batom na cueca, não tem o que discutir). Mas preste atenção: estamos tratando de uma eleição presidencial, não de um plebiscito sobre o aborto. E você sabe: o presidente não tem poder para assinar um papel e legalizar o aborto por conta própria, sem aprovação do Congresso, como se estivesse assinando uma ordem para comprar canetas Bic para escolas públicas. A discussão e a legislação sobre aborto são matéria do Congresso, não do presidente. Não misture as coisas. Não entre na onda dos que estão transformando essa eleição em um plebiscito.
O Brasil melhorou muito sob a égide de Lula. A imprensa mundial, dos veículos mais à esquerda aos mais à direita (‘tá aqui o Figaro que não me deixa mentir) saúda os avanços na Era Lula. Você dirá, com razão, que toda unanimidade é burra. Sim, é verdade. Mas isso não significa que toda forma de discordância seja inteligente. Não é inteligente negar que, nos anos Lula, o Brasil se tornou um país socialmente mais justo e menos desigual. Isso é negar os fatos. E negar os fatos nunca é inteligente.
Você pode até não votar na Dilma, por razões várias. Eu, de minha parte, prefiro apoiar quem tem feito do Brasil um lugar melhor para o maior número possível dos filhos deste solo: os brasileiros.
Texto retirado do A Terceira Margem do Sena