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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pitanga em Pé de Amora

Diego Casas - violão e voz
Daniel Altman - violão 7 cordas e voz
Ângelo Ursini - saxofone, clarinete e flauta
Gabriel Setúbal - trompete, violão e voz
Flora Poppovic - percussão e voz

O grupo paulistano Pitanga em Pé de Amora é formado por 4 rapazes e uma moça, idade média 24 anos, com um trabalho 100% autoral. Influenciados por gente do porte de Guinga, Tom Jobim, Chico Buarque, Paulo César Pinheiro e Pixinguinha, os cinco amigos de adolescência, compositores e intérpretes, apresentam um frescor a canção popular com seus instrumentos acústicos. Ângelo Ursini (saxofone, clarinete e flauta), Daniel Altman (violão 7 cordas e voz) e Gabriel Setúbal (trompete, violão e voz) se revezam nas composições do grupo que tem Diego Casas (violão e voz) como letrista oficial. E, Flora Poppovic, além da percussão precisa, principal intérprete, dá o toque feminino à banda com sua linda voz. Os arranjos se resolvem sempre de maneira coletiva – sambas, choros, frevos e canções fazem parte do repertório. A revista Época SP (set/10) elegeu o Pitanga como a “melhor banda nova” e a revista Marie Claire (mar/11) cita o grupo como “ótima promessa da música brasileira”. O cd de estreia, gravado no Espaço Cachuera! no segundo semestre do ano passado, foi disponibilizado na internet assim que ficou pronto – integral e gratuitamente – no site www.pitangaempedeamora.com.br, e continua lá. Sucesso de crítica, a turnê oficial de lançamento do cd se iniciou com show no Auditório Ibirapuera, dia 08 de maio, com casa lotada em pleno Dia das Mães. O Pitanga participou também recentemente de programas de rádio (CBN, Eldorado, Jovem Pan, USP FM, Cultura Brasil, etc.), do programa Sr. Brasil/TV Cultura, de Rolando Boldrin, e do programa Estúdio i (GloboNews).

Download integral e gratuito do cd no site da banda: www.pitangaempedeamora.com.br


domingo, 29 de maio de 2011

Geni e o Zepelim

Letra: Chico Buarque
Interpretação:Maria Eugênia
Violão:




De tudo que é nego torto do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes, dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada

Dá-se assim desde menina na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos, das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato

E também vai amiúde com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade e é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir

Joga pedra na Geni, joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um, maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante, entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios, abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim

A cidade apavorada se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante desceu o seu comandante
Dizendo – Mudei de idéia

Quando vi nesta cidade tanto horror e iniqüidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama se aquela formosa dama
Esta noite me servir

Essa dama era Geni, mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um, maldita Geni

Mas de fato, logo ela, tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso, tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro

Acontece que a donzela, e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre, tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos

Ao ouvir tal heresia a cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão

Vai com ele, vai Geni ! Vai com ele, vai Geni !
Você pode nos salvar, você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um, bendita Geni

Foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante, entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco

E ele fez tanta sujeira, lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado

Num suspiro aliviado ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia e a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir

Joga pedra na Geni ! Joga bosta na Geni !
Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um. Maldita Geni !

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quanto Tempo Demora Um Mês (Biquini Cavadão)




Acordei com o seu gosto
E a lembrança do seu rosto
Porque você se fez tão linda?

Mas agora você vai embora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?

A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar o salário.

Mas daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...

Se eu pudesse escolher
Outra forma de ser
Eu seria você.

E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?

Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar
Vai levar um tempão.

Daqui a um mês
Quando você voltar
A lua vai tá cheia
E no mesmo lugar...