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sábado, 26 de março de 2011

Comerciantes reclamam de travestis no Centro


As ruas da região central de Maringá foram invadidas por travestis. São dezenas, alguns seminus, a serviço da prostituição. A presença deles, principalmente na Avenida Brasil, tem incomodado os comerciantes, que reclamam, inclusive, do mau cheiro.

"Eles urinam nos postes, nas árvores. De manhã isso aqui tá insuportável", explica um lojista que pediu para não ser identificado, por medo da reação dos travestis. "Se a gente fala alguma coisa, eles xingam e erguem a roupa, mostram as partes íntimas. Fica pior", contra outro comerciante, ratificando o clima de medo que impera na área.

Apesar da maioria das lojas já estar fechada quando a "invasão" começa – a partir das 19h –, donos de bares, lanchonetes e similares afirmam que estão sendo diretamente prejudicados pela presença dos travestis e organizaram um movimento, com apoio do comércio diurno.

O problema foi levado ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Maringá. O presidente da entidade, Antonio Tadeu Rodrigues, explica que não há muito o que possa ser feito, mas, mesmo assim, disse ter pedido maior atenção das polícias Civil e Militar para evitar abusos.

"A Constituição garante a liberdade de ir e vir das pessoas. Não dá para fazer nada, a menos que estejam cometendo algum crime, usando drogas ou praticando atentado ao pudor. Mesmo assim, encaminhei oficios ao 4º Batalhão e à Polícia Civil para que deem maior atenção ao problema, já que os comerciantes estão reclamando."

sábado, 2 de outubro de 2010

Preconceito por orientação sexual acaba em processo


do O Diário

Por um comentário preconceituoso, feito na fila de um banco em Maringá, um homem terá que responder criminalmente perante o juiz. O cabeleireiro Gil Lima, 44 anos, está movendo uma ação contra Genilson Loyola, acusado de tê-lo constrangido em público, por causa de sua orientação sexual.

Há duas semanas, numa agência do Bradesco da Avenida Tiradentes, Lima conta que havia retirado a senha e aguardava por atendimento. Ao ser chamado, Loyola teria passado à sua frente, alegando que estava esperando há mais tempo, mesmo não tendo senha.

"Eu disse que era a minha vez, quando ele se voltou para a caixa e perguntou: 'você vai atender essa bicha primeiro?'", relata Lima.

O cabeleireiro diz que algumas pessoas que estavam no banco ficaram indignadas com a situação.

"Senti-me muito constrangido e voltei a me sentar, enquanto ele era atendido", diz. Lima conta que voltou ao salão de beleza onde trabalha e relatou o caso à sua patroa. Ela o acompanhou de volta à agência bancária. Eles pediram que o gerente chamasse a caixa, que confirmou a história.

Com isso, Lima teve acesso ao nome do homem e seguiu para a 9ª Subdivisão da Polícia Civil, onde registrou a ocorrência. A audiência no Juizado Especial Criminal de Maringá está marcada para 12 de novembro.

"Não é a primeira vez que sofro preconceito por conta da minha orientação sexual, mas no passado, não recorri por achar que ninguém ia levar a sério", conta Lima. "Sei me defender, conheço meus direitos, pagos meus impostos e não infringi nenhuma lei."

Conforme a Polícia Civil, foi montado um procedimento por injúria. Em depoimento, Loyola alegou que tudo não passou de um desentendimento. Para o crime de injúria, o Código Penal prevê detenção de 1 a 6 meses, ou multa.

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