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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como se sente uma mulher

por Claudia Regina*

“Do you know what it feels like for a girl?
Do you know what it feels like in this world?”
- madonna -

Aconteceu ontem. Saio do aeroporto. Em uma caminhada de dez metros, só vejo homens. Taxistas do lado de fora dos carros conversando. Funcionários com camisetas “posso ajudar?”. Um homem engravatado com sua malinha e celular na mão. Homens diversos, espalhados por dez metros de caminho. Ao andar esses dez metros, me sinto como uma gazela passeando por entre leões. Sou olhada por todos. Medida. Analisada. Meu corpo, minha bunda, meus peitos, meu cabelo, meu sapato, minha barriga. Estão todos olhando. 


Aconteceu quando eu tinha treze anos. Praticava um esporte quase todos os dias. Saía do centro de treinamento e andava cerca de duas quadras para o ponto de ônibus, às seis da tarde. Andava pela calçada quase vazia ao lado de uma grande rodovia. Dessas caminhadas, me recordo dos primeiros momentos memoráveis desta violência urbana. Carros que passavam mais devagar do meu lado e, lá de dentro, eu só ouvia uma voz masculina: “gostosa!”. Homens sozinhos que cruzavam a calçada, olhavam para trás e suspiravam: “que delícia.” Eu tinha treze anos. Usava calça comprida, tênis e camiseta.

Agora, multiplique isso por todos os dias da minha vida.

Sei que para homens é difícil entender como isso pode ser violência. Nós mesmas, mulheres, nos acostumamos e deixamos pra lá. Nós nos acostumamos para conseguir viver o dia a dia.

Esses dias, estava sentada na praia vendo o mar, e dele saiu uma moça. Passou por um rapaz que disse algo. Ela só saiu de perto e veio na minha direção. Dei boa noite, ela falou que a água estava uma delícia, e conversamos um pouco. Perguntei se o cara havia lhe falado alguma besteira. Ela disse, “falou, mas a gente tá tão acostumada, né?, começa a ignorar automaticamente”.

O privilégio é invisível. Para o homem, só é possível ver o privilégio se houver empatia. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, todos os homens foram subjugados, violentados, assassinados, podados, controlados. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, só mulheres foram cientistas, físicas, chefes de polícia, matemáticas, astronautas, médicas, advogadas, atrizes, generais. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, nenhum representante do seu gênero esteve em destaque, na televisão, no teatro, no cinema, nas artes. Na escola, você aprende sobre a história feita pelas mulheres, a ciência feita pelas mulheres, o mundo feito pelas mulheres.


No seu texto “Um teto todo seu”, Virgínia Woolf descreve por que seria impossível para uma hipotética irmã de Shakespeare escrever de forma genial como ele. Woolf diz:


“quando lemos sobre uma bruxa sendo queimada, uma mulher possuída por demônios, uma mulher sábia vendendo ervas… acho que estamos olhando para uma escritora perdida, uma poeta anulada.”

Desde o início do patriarcado, há cinco mil anos, as mulheres não tiveram liberdade suficiente para serem cientistas ou artistas. Woolf explica:

“liberdade intelectual depende de coisas materiais. … E mulheres foram sempre pobres,  não por duzentos anos, somente, mas desde o início dos tempos.”

Esse argumento não serve somente para mulheres: negros, pobres e outras minorias não poderiam ser geniais poetas pois, para isso, é necessário liberdade material.


Embora o mundo esteja em processo de mudança, ainda existem menores oportunidades e reconhecimento para mulheres e minorias exercerem qualquer ocupação intelectual. Leitores de uma página do facebook sobre ciências ainda supõem que o autor seja homem e comentaristas de televisão não consideram manifestações culturais que vêm da favela como cultura de verdade.

É verdade: hoje, a vida é muito melhor, principalmente para a mulher ocidental como eu. Mas, mesmo sendo uma mulher livre e bem-sucedida vivendo em uma metrópole ocidental, ainda sinto na pele as consequências destes cinco mil anos de opressão. E, se você quiser ver essa opressão, não precisa ir nos livros de história. É só ligar a televisão:

Rio de Janeiro, 2013. Um casal é sequestrado em uma van. As sequestradoras colocaram um strap-on sujo, fedido de merda e mofo, e estupraram o rapaz. Todas elas, uma a uma, enfiavam aquela pica enorme no cu do moço, sem camisinha e sem lubrificante. A namorada, coitada, tentou fazer algo mas foi presa e levou chutes e socos.

Ao ver esta notícia, você se coloca no lugar da vítima (que sofreu uma das piores violências físicas e psicológicas existentes) ou no lugar de quem assistiu? Naturalmente troquei os gêneros: a violência real aconteceu com uma mulher.

Quantas violências eu sofro só por ser mulher?

Na infância, fui impedida de ser escoteira pois isso não era coisa de menina. Fui estuprada aos oito anos. (Eu e pelo menos dois terços das mulheres que conheço e que você conhece sofreram um estupro e provavelmente não contaram para ninguém.) Sofri a pré-adolescência inteira por não me comportar como moça. Por não ter peitos. Por não ter cabelos longos e lisos. Desde sempre tive minha sexualidade reprimida pela família, pela sociedade, pela mídia. Qualquer coisa que eu pisasse na bola seria motivo para ser chamada de vadia. Num dos primeiros empregos, escutei que mulheres não trabalham tão bem porque são muito emocionais e têm TPM. Em um outro emprego, minha chefe disse que meu cabelo estava feio e pagou salão para eu ir fazer escova e ficar mais apresentável pros clientes. Decidi que não quero ser escrava da depilação e sou olhada diariamente com nojo quando ando de shorts ou blusinha sem mangas. Já usei muita maquiagem, só porque a televisão e os outdoors mostram mulheres maquiadas, e portanto é muito comum nos sentirmos feias de cara limpa. 

Você, homem, sabe o que é maquiagem? Tem um produto para deixar a pele homogênea, um pra disfarçar olheiras, outro para disfarçar manchas, outro para deixar a bochecha corada, outro para destacar a sobrancelha, outro para destacar os cílios, outro para colorir as pálpebras, outro para colorir os lábios. Quantas vezes você passou tantos produtos na sua cara só porque seu chefe ou seu primeiro encontro vai te achar feio de cara limpa? Quando estou no metrô preciso procurar um cantinho seguro para evitar que alguém fique se roçando em mim. Você faz isso? Quando vou em reuniões de família, me perguntam por que estou tão magra, e o que fiz com o cabelo e quem estou namorando. Para o meu primo, perguntam o que ele está estudando e no que está trabalhando. Na televisão, 90% das propagandas me denigrem. Quase nenhum filme me representa ou passa no teste de Bechdel. Todas as mulheres são mostradas com roupas sexy, mesmo as super heroínas que deveriam estar usando uma roupa confortável para a batalha. As revistas me ensinam que o meu objetivo na cama é agradar o meu homem. Enquanto você, menino, comparava o seu pau com o dos amiguinhos, eu, menina, era ensinada que se masturbar é muito feio e que se eu usar uma saia curta não estou me dando o respeito. Quanto tempo demorei para me desfazer da repressão sexual e virar uma mulher que adora transar? Quanto tempo demorei para me soltar na cama e conseguir gozar, enquanto várias das minhas colegas continuam se preocupando se o parceiro está vendo a celulite ou a dobrinha da cintura e, por isso, não conseguem chegar ao gozo? Quanto tempo demorei para conseguir olhar para um pau e transar de luz acesa? Quantas vezes escutei, no trânsito, um “tinha que ser mulher”? Quantas vezes você fechou alguém e escutou “tinha que ser homem”? Tudo isso para, no fim do dia, ir jantar no restaurante e não receber a conta quando ela foi pedida pois há cinco mil anos sou considerada incapaz. E tudo isso, porra, para escutar que estou exagerando e que não existe mais machismo.

Isso é um resumo muito pequeno do que eu sofro ou corro o risco de sofrer todo dia. Eu, mulher branca, hetero, classe média. A negra sofre mais que eu. A pobre sofre mais que eu. A oriental sofre mais que eu. Mas todas nós sofremos do mesmo mal: nenhum país do mundo trata suas mulheres tão bem quanto trata seus homens. Nenhum. Nem a Suécia, nem a Holanda, nem a Islândia! Em todo o mundo “civilizado” sofremos violência, temos menos acesso à educação, ao trabalho ou à política.

Em todo o mundo, somos ainda as irmãs de Shakespeare.

* * *

E você, leitor homem? Quando é abordado de forma hostil por um estranho na rua, pensa “por favor, não leve meu celular” ou “por favor, não me estupre”?


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Claudia Regina. Largadora por vocação.
Largou carreira, largou faculdade, largou Curitiba.
Hoje mora no Rio mas quica pelo mundo, fotografando,
tomando sopa e cochilando. Autora do blog
Dicas de Fotografia, fotógrafa e viajante.
Publicado originalmente em Papo de Homem

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mulheres multitarefa


por Juliana Silva,
publicado originalmente
no Painel Brasil TV.

Não é de se espantar o número alto de divórcios. A modernidade veio, os direitos femininos vieram, mas as obrigações? Acumularam-se. Esqueceram de falar que mulher pode trabalhar fora, mas não há problema nos homens também trabalharem em casa. Afinal, a mulher divide com o homem o ofício de prover a casa, nada mais justo do que o homem dividir com a mulher o ofício de cuidar da casa também. Mulheres são fortes, mas não são máquinas.

Segundo a psicóloga Rosalina Moura, “impressiona as milhares de exigências e tarefas a que uma mãe fica sujeita”. Isso porque, por mais que o pai seja presente, é com a mulher que fica a maior responsabilidade. Isso é inconsciente. Acontece. As mulheres enxergam necessidades que os homens não vêem ou acham que não é de sua responsabilidade, segundo a psicóloga.

Ela diz que têm chegado ao seu consultório mulheres e mães que estão cada vez mais insatisfeitas com a participação de seus cônjuges no cenário global da vida doméstica, familiar, conjugal. Mulheres que trabalham de dia, ajudando o marido a prover a casa, trabalham à noite em casa sozinhas, enquanto seus maridos não ajudam no ofício doméstico. Mulheres que vêm na separação uma possibilidade de libertação das expectativas frustradas. Pensam: por que tenho que fazer tudo sozinha? Se eu trabalho fora com ele, por que ele não pode trabalhar em casa, comigo? Se é para fazer tudo sozinha, eu fico sozinha.

Essa multitarefa atrapalha, sim, a vida conjugal. A mulher sente-se cansada, sobrecarregada e, por estar sobrecarregada tendo um parceiro ao seu lado, prefere abandoná-lo para não ter que carregá-lo nas costas. Ou seja, sem o parceiro sua carga diminui, logo, a separação é a melhor saída.

Para resolver o problema, a psicóloga dá a fórmula: É preciso ajudar os homens a aprender a cuidar de suas mulheres e filhos. É preciso ajudar os homens a rever seus paradigmas e a enxergar o que até então lhes era invisível. É preciso ajudar as mulheres a pedir ajuda aos seus homens e a ter paciência no processo de transformação. Não existem cursos para isto, mas é algo que faz parte de um processo que tem que ser construído no cotidiano da relação e na intimidade. Infelizmente, no entanto, por vezes os tempos estão fora de compasso e não se consegue acertar o passo. E muitas mulheres, enlouquecidas com tantas tarefas, choram caladas e cansadas, na esperança de que amanhã tudo seja mais leve... E faz-se a frustração e a separação.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Biscate Social Club






























Um blog bastante provocativo, 
mesmo para os meus padrões 
um pouco contestadores.


Tenho tentado lê-lo com isenção, 
tentando me colocar empaticamente 
na condição da "outra", e é justamente 
nesse movimento que me conscientizo de 
meu machismo latente.


Sou, na melhor das hipóteses,
um machista desnatado,
homenzinho de baixos teores, 
porém ainda machista.


Mas tem sido um bom exercício.
Um dia chego lá...


#FiKaDiKa



http://biscatesocialclub.wordpress.com/

domingo, 6 de maio de 2012

sábado, 21 de agosto de 2010

Barbárie

Manifestação realizada em Bruxelas, 2005, pedia o fim do apedrejamento de mulheres
A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, acusada de cometer adultério com dois homens - um deles supostamente responsável pela morte de seu marido - foi condenada à morte por apedrejamento. Para a mulher, isso significa ser enterrada até o busto e uma multidão de homens atirar pedras contra sua cabeça - pedras grandes o suficiente para machucar, mas pequenas o bastante para não matar de uma vez só -, com o intuito de causar o máximo sofrimento pelo máximo de tempo, antes da morte.
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Podem até me acusar de ser etnocentrista, mas não entendo como uma sociedade que pratica esse tipo de barbárie pode aspirar o respeito internacional. É lógico que nós, ocidentais, "civilizados", "evoluídos" e "cristianizados" também temos nossas bárbaries diárias, mas elas não são, na sua maioria, institucionalizadas.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexismo

Segundo a Wikipédia, Sexismo é termo que se refere ao conjunto de ações e idéias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinônimo de machismo é na verdade um hiperônimo deste, já que é possível identificar diversas posturas e idéias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que privilegiam o gênero feminino em detrimento do gênero masculino ou que privilegiem homossexuais em detrimento de heterossexuais.

Ações sexistas podem partir de diversos pressupostos, destacando-se os de que:

-Um gênero (ou uma identidade sexual) é superior a outro.

-Mulher e homem são profundamente diferentes (mesmo além de diferenças biológicas), e essas diferenças devem se refletir em aspectos sociais como o direito e a linguagem.

-Existem características comportamentais que são intrínsecas a determinado gênero, de modo que todas as pessoas deste gênero as possuem (visto em generalizações como "todo homem é mulherengo" ou "toda mulher ama seus filhos" ou "todo homossexual é gentil").


Diferentes termos podem ser usados para nomear conjuntos de idéias e ações sexistas de acordo com o gênero afetado. O sexismo contra homens é chamado de misandria, androfobia ou feminismo. O sexismo contra mulheres é comummente denominado de machismo, chauvinismo ou misoginia. As formas de sexismo contra GLTB podem ser genericamente nomeadas como homofobia.

É comum que indivíduos promovam atitudes sexistas contra seu próprio gênero e isto torna equivocado declarar que idéias feministas reflitam a posição das mulheres ou que idéias machistas sejam disseminadas pelos homens. A forma como a cultura age no imaginário coletivo permite que seja possível encontrar mulheres que defendam que "lugar de mulher é na cozinha" ou homens afirmando que "marido que não procura trabalho é vagabundo" assim como há mulheres e homens que se contrapõem a tais ideários, indistintamente.

Ideias sexistas bastante populares e quadros relacionados a tais ideias, no Brasil

Apesar das discussões políticas, midiáticas e acadêmicas sobre igualdade de gênero travadas nas últimas décadas, muitas ideias sexistas ainda permeaim a cultura brasileira e explicam parte das diferenças socias, econômicas, ocupacionais e comportamentais entre os gêneros.

Lista de algumas idéias de caráter sexista e de problemas de ordem comportamental, socio-econômica ou jurídica relacionadas a elas:

É dever natural do homem o sustento da família
-evasão escolar precoce de grande parte dos homens, sobretudo nas classes mais pobres, que se veem pressionados a trabalhar para sustentar suas famílias enquanto suas irmãs ou esposas têm maior liberdade para escolherem entre trabalhar ou estudar. Consequente inversão no desequilíbrio educacional relativo a gênero, com as mulheres alçando níveis educacionais mais altos que os homens, em média.

-sobrecarga ocupacional masculina (25% dos homens brasileiros economicamente ativos trabalham mais que 49 horas semanais contra apenas 12% das mulheres na mesma condição.

Mulheres devem ser responsáveis pela casa
-alto percentual de mulheres sem ocupação econômica, embora já se concentrem neste gênero os mais altos índices de formação educacional e profissional

As mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais
-baixíssimo índice de decisões judiciais favoráveis a que a guarda de filhos de casais separados seja dada aos pais ou seja compartilhada entre pai e mãe

Homens não choram/ homens devem ser fortes / homem que apanha de mulher é frouxo 
-menor procura de indivíduos do sexo masculino por atenção médica em comparação às mulheres

-resistência de índivíduos do gênero masculino em prestar queixa contra suas parceiras quando estes vêm a ser vítimas de violência doméstica

Trair é da natureza masculina (mas não da feminina)
-atitudes masculinas violentas, muitas vezes originando crimes de agressão ou contra a vida, quando de suspeita ou constatação de infidelidade conjugal

-rejeição social percebida por mulheres que traem seus companheiros, ao contrário do que ocorre aos homens infiéis.

-contaminação de mulheres casadas por doenças sexualmente transmissíveis contraídas por seus maridos.

As mulheres são mais frágeis (ou inocentes)
-predisposição do judiciário a minimizar o papel de mulheres criminosas e a aplicar sobre elas penas mais brandas.

-exclusão "a priori" das mulheres de determinados campos profissionais.

Gays são promíscuos/não conseguem controlar seus impulsos sexuais
-maior dificuldade de homossexuais em adotar crianças

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Para saber mais: Sexismo e Misoginia
Duas matérias interessantes sobre o assunto no Corporativismo Feminino e no Liberal Libertário Libertino 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Moção de repúdio contra apresentador de TV

ví no Rigon

Durante a 4ª Conferência Municipal da Mulher, realizada sexta e sábado últimos, foi aprovada uma moção de repúdio contra o comunicador Léo Junior, da RICTV (Record), que apresenta o programa Balanço Geral. Durante o programa, ele teria desrespeitado uma mulher, vítima de tentativa de homicídio praticada pelo ex-genro, justificando que o cidadão deveria ser solto por ser “trabalhador” e porque a tentativa foi contra a sogra. O tiro passou de raspão pela cabeça da mulher, que teve a orelha mutilada.
No vídeo mostrado no evento, organizado pelo Conselho Municipal da Mulher e pela Secretaria da Mulher de Maringá, o apresentador chega a levar uma orelha de borracha para “repor” a da mulher, isso tudo em meio a gargalhadas, dizendo que no estúdio todos estavam “com pena era do rapaz” e que depois de solto ele deveria ir, com a orelha de borracha, conversar com a mulher, e que selariam as pazes com ela lhe preparando uma macarronada.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Agende-se

Será realizada em Maringá, nos dias 25 e 26 de junho, a 4ª Conferência Municipal da Mulher, com o tema Mulher e Políticas Públicas. A Conferência Municipal da Mulher é um espaço democrático, aberto a toda a sociedade, que tem por objetivo ampliar o debate em torno das políticas públicas para as mulheres, reavaliando o que está implantado e propondo novas ações.

Para participar, as pessoas interessadas deverão se inscrever através do Site da Prefeitura .

No dia 25 o encontro será realizado na Câmara Municipal, com abertura às 19h30. No sábado (26), a conferência acontece no Auditório Hélio Moreira, a partir das 8 com encerramento às 17 horas.

As propostas aprovadas na Conferência serão sistematizadas e publicadas em um documento final que servirá como orientação para a formulação e implementação do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.

Programação
25 de junho - Sexta-Feira - Câmara Municipal de Maringá
19h30 - Abertura
Palestra: Mulher e Políticas Públicas
Palestrante: Marcia Cassia Gomens - Graduada em História; Coordenadora da Coordenadoria dos Direitos da Mulher de Belo Horizonte - Minas Gerais

26 de junho - Sábado - Auditório Hélio Moreira
8 horas - Credenciamento e entrega de material.
9 horas - Abertura.
Leitura e aprovação do regulamento da Conferência.
9h45 - Apresentação da SEMULHER - Secretaria Municipal da Mulher
10h30 - Trabalho dos grupos temáticos .
12 horas - Intervalo para almoço.
13h30 - Apresentação Cultural.
14 horas - Plenária final.
16h30 - Referendo da nova composição do Conselho da Mulher Biênio 2010/2012.
17 horas – Encerramento.


A AMLGBT (Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) juntamente coma ABL (Articulação Brasileira de Lésbicas) convidam a todas a participarem do GT (Grupo de Trabalho) Mulher, Sexismo e Lesbofobia na Conferência Municipal da Mulher.

Com informações do Maringay de da Prefeitura Municipal.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O fundo do poço tem porão !

Vergonha alheia extrema !!!

Olha...eu até tava disposto a escrever um artigo sobre ISSO, mas nem sei por onde começar e nem se vale a pena...

* * * * S E M   P A L A V R A S   ! ! !  * * * *


Então deixa pra lá...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Extremismos

Ela fugiu do inferno


Durante toda a adolescência, a americana Elissa Wall, hoje com 23 anos, foi vítima de uma educação amparada em padrões morais esdrúxulos e recheada de humilhações e terror. Ela não podia ver TV, ouvir rádio, nem ter namoradinhos. Sua família, poligâmica, era composta por um pai, três mães e 22 irmãos e meios-irmãos.


Aos 14 anos, foi obrigada a casar com um primo, cinco anos mais velho - segundo ela "a única pessoa que eu detestava". O infortúnio de Elissa decorre de ela ter nascido numa comunidade isolada da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma das diversas seitas dissidentes da religião mórmon, que ela abandonou há cinco anos.


Há dois anos, a seita a que Elissa pertenceu virou notícia quando seu principal líder, Warren Jeffs, chamado pelos seguidores de profeta, foi condenado a dez anos de prisão por cumplicidade em estupro de menores. Elissa foi ao tribunal depor contra ele. Ela relata o pesadelo de sua vida na seita no livro Inocência Roubada, recém-lançado no Brasil. "O que mais me entusiasma é saber que eu e meus filhos temos um futuro", ela pondera. "Antes, futuro para mim era a possibilidade de vida no paraíso que recompensasse meu sofrimento na Terra".


na Veja (para assinantes).


sábado, 29 de maio de 2010

Era uma vez,
uma mulher que via 
um futuro grandioso
para cada homem 
que a tocava.

 Um dia 

ela se tocou..."