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domingo, 27 de maio de 2012

O Gosto Das Pitangas





Acabei de ler o texto 
O GOSTO DAS PITANGAS, 
da escritora Elise Machado.





Que prosa adorável. Conciliando vernáculos antigos como "soslaio" com neologismos como "unhas recém manicuradas", a autora alterna o clima, ora num cenário oitentista - alegre e pueril, ora num mundo tecnológico e um tanto solitário. O texto capta e transmite bem o clima feicebokiano moderno, com suas angústias e provocações. A personagem-narradora tem suas memórias da infãncia reavivadas após receber o convite de amizade na rede social de um amigo que sumiu por 20 anos. Não consegui deixar de observar que estamos vivendo (somos) a primeira geração que pode se dar ao luxo desses reencontros. O estilo literário da autora propicia uma leitura bastante fluida. Gostei muito. 

http://www.elisemachado.com.br/

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O poder dos quietos

por Susan Cain

“O amor é essencial; a sociabilidade é opcional. Valorize aqueles mais próximos e queridos para você. Trabalhe com colegas de quem goste e a quem respeite, e não se preocupe em socializar com todos os outros. Relacionamentos deixam todos mais felizes, inclusive introvertidos, mas pense mais na qualidade do que na quantidade. O segredo da vida é colocar a si mesmo sob a luz certa. Para alguns são os holofotes da Broadway; para outros, uma escrivaninha iluminada.

Descubra qual deve ser a sua contribuição para o mundo e assegure-se de contribuir. Se para isso for necessário falar em público ou desempenhar outras atividades que o deixam desconfortável, faça assim mesmo. Mas aceite que são atividades difíceis, treine o necessário para facilitá-las e recompense a si mesmo quando terminar.

Aqui está a regra para eventos de networking: uma nova relação realmente boa e honesta vale uma dezena de cartões de visita.

Passe seu tempo livre como quiser, não da maneira que acha que deve. Fique em casa no ano-novo se é o que o deixa feliz. Falte a uma reunião. Atravesse a rua para evitar conversar banalidades com conhecidos aleatórios. Faça um acordo consigo de que irá a um certo número de eventos sociais em troca de não se sentir culpado quando faltar.

Se seus filhos são quietos, ajude-os a fazer as pazes com novas situações e novas pessoas, mas também os deixe serem eles mesmos. Deleite-se com a originalidade de suas mentes. Orgulhe-se da força de suas consciências e da lealdade de suas amizades. Não espere que eles apenas sigam a correnteza. Encoraje-os, em vez disso, a seguir suas paixões.

Se você for um gerente, lembre-se de que parte da sua mão de obra é introvertida, quer pareça, quer não. Pense duas vezes na maneira como dispõe o escritório de sua empresa. Não espere que introvertidos fiquem empolgados com escritórios abertos, festas de aniversário na hora do almoço, ou viagens de construção de equipe.

Quem quer que você seja, tenha em mente que as aparências enganam. Algumas pessoas agem como extrovertidos, mas o esforço custa-lhes a energia, a autenticidade e até a saúde física. Outros parecem distantes e reclusos, mas suas paisagens interiores são ricas e cheias de atividades.

Sabemos pelos mitos e contos de fadas que há muitos tipos de poderes diferentes no mundo. O truque não é ter todos os tipos de poder disponíveis, mas usar bem o que você recebeu. Aos introvertidos é oferecida a chave para jardins privados cheios de riquezas. Possuir essa chave é cair como Alice no buraco do coelho. Ela não escolhei ir para o País das Maravilhas – mas transformou isso numa aventura que era nova, fantástica e pessoal”.
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Trecho de "O Poder dos Quietos" de Susan Cain, uma tímida assumida 
e bem sucedida que resolveu mostrar as vantagens dessa característica. 
O livro foi lançado no Brasil esse mês (maio). 
O trecho acima foi publicado originalmente na coluna de Natália Spinacé 
na Revista Época. Mais informações em opoderdosquietos.com.br.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo

Um respeitado professor de política internacional passou meses analisando de forma profunda o impacto que o aparecimento de mortos-vivos teria nas relações exteriores. Depois de misturar o que chama de “cânone” desse tipo de ficção com as principais teorias de relações internacionais, Daniel Drezner, da universidade Tufts, diz que apenas parte do mundo estaria pronta para lidar com os efeitos de um hipotético ataque zumbi.

“Olhando de forma séria, os mortos-vivos são como qualquer outro choque sistêmico global, como uma pandemia ou o próprio aquecimento global. Os países mais ricos e avançados, as maiores potências, provavelmente estariam prontos para lidar bem com este problema”, disse Drezner, em entrevista ao G1. A tese dele é parte do livro "Principles of international politcs and zombies" (Princípios de política internacional e zumbis), que vai ser publicado em 2011 pela editora da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. “É um livro que tenta ser ao mesmo tempo sério e engraçado”, explica.

Mais informações no G1

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os álbuns da Legião Urbana para todos os gostos, para todas as gerações

 Danilo Casaletti para a Revista Época

Somos os filhos da revolução/ Somos burgueses sem religião/ Somos o futuro da nação/ Geração Coca-Cola.

Nas favelas, no senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a constituição/ Mas todos acreditam no futuro da nação /Que país é esse?

Embora tenham sido feitas na década de 80, em um outro momento político e social, essas –e muitas outras – canções da Legião Urbana soam como atuais. E, por isso, elas ainda despertam interesse nas gerações atuais. Não é a toa que os discos da banda – que nunca saíram de catálogo- vendem cerca de 250 mil cópias por ano.

Por isso, é preciso comemorar a iniciativa da gravadora EMI em (re-)colocar nas lojas, no próximo dia 25 de outubro, os oito álbuns de carreira da banda (discos de estúdio) em três formatos diferentes: digipak, caixa de luxo e vinil. São eles Legião Urbana (1984), Dois (1986), Que País é este (1987), As Quatro Estações (1989), V (1991), Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997). As novas edições ainda trazem mais de 80 fotos inéditas e textos escritos exclusivamente para esses lançamentos.

A opção pelos três formatos – essa é a primeira vez que toda a discografia de uma banda nacional está disponível dessa forma, ao mesmo tempo – é uma grande sacada. O digipak – aquele formato que lembra as capas dos antigos LP – agrada quem ainda tem o hábito de comprar CD e, quase sempre, podem ser encontradas em preços mais convidativos. Os da Legião vão custar R$ 29, 90, preço sugerido pela gravadora, e podem ser comprados separadamente. Eles também podem ser adquiridos juntos no box que a gravadora chama de “caixa de luxo” por R$ 350.

Mas o grande charme desses relançamentos são os LPs – formato que tem ganhado cada vez mais adeptos. Além de trazer mais fotos, remetem à emoção (para quem viveu isso, claro) de ter nas mãos o disco de sua banda preferida. Claro, hoje em dia você pode ter um CD nas mãos, mas o LP é diferente!

Vale lembrar também que essa é a primeira vez que Uma Outra Estação e A Tempestade, lançados já na era do CD – saem em long play.

Em cada álbum, Christiana Fuscaldo, responsável pelos textos, conta histórias dos bastidores das gravações e ressalta declarações da trupe que ajudam a ilustrar cada momento. Em Dois, de 1986, ela ressalta a inquietude de Renato, destacando a seguinte declaração do poeta: “Ao passo que estamos nos distanciando do referencial externo – governo, política, estado, poluição – neste segundo a gente está superinteriorizando. Não temos mais músicas como Soldado e O Reggae, porque a gente já falou daquilo ali. Não vou ficar a vida inteira falando da escola, agora estamos falando do relacionamento emocional e afetivo das pessoas. No primeiro disco, a gente teve que bater na porta com muita força. Com o segundo, a gente pode falar as coisas sem precisar ficar gritando, porque a porta já está aberta”.

Embora a Legião tenha sido cercada por algumas histórias de brigas envolvendo seus integrantes (e qual banda não briga?), Dado revela, no texto que acompanha o CD Que país é este, que o ambiente de gravação tinha momentos bastante agradáveis, como quando a banda jogava vôlei dentro do estúdio. “Fazíamos uma quadra com fita crepe e três rebatedores, cada um com uma janelinha. Usávamos uma bola dente de leite. Enquanto o pessoal estava mixando o disco no aquário, o campeonato comia solto. Fazia fila no corredor par jogar”.

Os textos também revelam momentos pessoais dos integrantes da Legião. No encarte de O Descobrimento do Brasil, sexto álbum da banda, está escrito: “A Legião Urbana entrou numa nova fase. Com Renato Russo “tratado” (das drogas) (…) e todo mundo mais otimista, a banda estava se redescobrindo. (…) Muito dos dramas foram celebrados nas letras. Em Vinte e Nove, por exemplo, ele cita seu problema com o álcool: “Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes”. E “Só por hoje” remete ao famoso lema dos Alcoólicos Anônimos, frequentado por Renato”

Talvez os fãs tentem imaginar o que seria o Renato ou o que seria a Legião nos dias atuais. Mas isso não é importante. O mais valoroso é que a obra da banda ainda ecoa com verdade e atinge em cheio as novas gerações.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lançamento


Ária é o nome do novo trabalho do cantor/compositor Djavan. Confesso que estou ansioso para ouvir.

Entrevista sobre o novo álbum no G1.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A falta que ele faz

Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista brasileiro. Nasceu em Belo Horizonte, dia 12 de outubro de 1923.

Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos.

No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritor quando Fernando Sabino contava apenas quatorze anos.
Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos da América, onde morou por dois anos em Nova Iorque com sua primeira esposa Helena Sabino e a primogenita Eliana Sabino.

O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.

Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil.

Em 1966, fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol para o Jornal do Brasil. Fundou, em 1967, em conjunto com Rubem Braga, a Editora Sabiá, onde publicou livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros.

Publicou o em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro) em 11 de outubro de 2004, vítima de T.A.F no fígado, às vésperas do 81º aniversário. A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui jazz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!"

Fonte: Wikipédia

Para conhecer a obra de Fernando Sabino: A falta que ele faz.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O queijo e os vermes

Ganhei de presente do Prof. Ozaí o livro "O queijo e os vermes" do italiano Carlo Ginzburg. O prof. Marcos já havia comentado sobre ele na aula. 
Achei interessante e comentei com o prof. Ozaí, que me presenteou com um exemplar de sua biblioteca. 
Ainda bem, porque se eu fosse depender de sorteio para ganhar alguma coisa tava fu****!!!