segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A "Opção Sexual" Não é Opção

"Não há como sustentar a teoria de que temos nossa preferência sexual moldada por fatores externos, de ordem cultural ou social. A idéia de conversão de homossexuais em heterossexuais soa ridícula e insana."


A televisão aberta está, infelizmente, cada vez mais infestada por programas religiosos: a cada tarde é possível encontrar pelo menos três deles, um em cada emissora, com seus suspeitos líderes pregando absurdos. Incoerência pura. É esse tipo de gente quem mais dissemina preconceito e desinformação entre a população, que em meio à euforia dos cultos e missas engole tudo o que se diz como o rebanho mais manso que se pode observar. Nesses eventos infelizmente não há troca de informações ou diálogos, mas sim ameaças de castigos e punições. Manipulação das mais eficientes.

O último abuso do tipo que tive o desprazer de teste-munhar trazia o pastor Silas Malafaia (programa Vitória em Cristo, da Band), inflamado, proferindo falácias contra ho-mossexuais. Mesmo com tantos despropósitos – chegou a ponto de afirmar, cheio de convicção, que “todos os teólogos e cien-tistas concordam numa coisa: que deus fez macho e fêmea”, se esquecendo de que, se não a maioria, boa parte dos cien-tistas é ateísta! – o que mais me chocou foi sua crença de que homossexualidade seja uma condição passível de tratamento e cura, assim como as dependências de álcool e drogas.

Nada me parece mais bizarro do que a idéia de uma “clinica para recuperação de gays”. Não consigo sequer cogitar o tipo de tratamento que se empregaria – ou se emprega, afinal clínicas como essa realmente existem – num lugar desses. Não há como dar certo: a condição homo não se aprende, adota ou escolhe. Aqui fatores sociais não têm o poder de “moldar” a preferência sexual, do contrário como explicá-la no reino animal? Como afirmar que aquele sapo decidiu gostar de machos como ele por querer seguir a moda ou se rebelar contra a família opressora? Ao que tudo indica, a preferência sexual começa a ser determinada em nossa vida intra-uterina, como mostram alguns estudos.

Suzana Herculano-Houzel, em sua ousada e primorosa matéria O Cérebro Homossexual (revista Mente&Cérebro, outubro de 2006) afirma: “Para infelicidade de muitos religiosos, políticos e psicoterapeutas, não há nenhuma evidência de que fatores sociais a influenciem [a homossexualidade]. Cerca de 10% da população (masculina e feminina) procuram preferencialmente parceiros do mesmo sexo. E esse número não muda entre os que foram criados por pai e mãe heterossexuais, por dois pais gays, por duas mães lésbicas, com ou sem religião. Entretanto, há uma coisa em comum nos que preferem se relacionar com homens (mulheres hetero e homens homo), que é diferente naqueles que se sentem atraídos por mulheres (homens hetero e mulheres homo): a maneira como o cérebro de um e outro reage aos feromônios”.

Os feromônios são um tipo de substância hormonal que alguns animais, como nós, produzem. Apesar de haver ainda muita polêmica sobre o tema, muitos estudiosos acreditam que eles possam agir no cérebro humano, influenciando uma reação para atração ou repulsa, quando detectados pelo olfato – ainda que eles não sejam exatamente um perfume. Dessa maneira, os feromônios possibilitariam uma comunicação inconsciente entre um animal e outro por sinais bioquímicos. O interesse sexual poderia ser sinalizado também por essa via.

Essa “maneira como o cérebro reage aos feromônios” é diferente entre os sexos (grosso modo, poderíamos resumir com a equação: muita testosterona = preferência por mulheres; pouca testosterona = preferência por homens) e determinada já durante a gestação. Suzana aponta alguns estudos em que surgem evidências de que a testosterona teria papel decisivo durante a concepção da vida. Fetos femininos muito expostos a esses hormônios teriam sua programação biológica masculinizada; na adolescência essas meninas expressariam o padrão masculino de resposta aos feromônios. O mesmo tipo de “mudança” na programação biológica aconteceria com os fetos masculinos desde que estes fossem submetidos a níveis mais baixos de testosterona.

Parece confuso, afinal só nos sentimos sexualmente atraídos por alguém quando alcançamos a puberdade. Mas o que nos parece tão intuitivo – que a preferência deve ter nascido ao mesmo tempo em que o desejo - é desbancado pela ciência: pesquisas confirmam que o primeiro contato do sistema nervoso com hormônios sexuais acontece ainda na vida intra-uterina. O comportamento sexual nada mais é que o resultado de algo estabelecido já há alguns anos.

Graças aos avanços da ciência e das tecnologias hoje temos informações comprováveis sobre a natureza humana e tudo o que se relaciona a ela. É abominável que, ainda assim, tanta gente se recuse a enxergar isso e insista em preconceitos tão manjados. Acreditar que gays sejam “culpados” pela condição sexual ou que devam ser recuperados é tão insano quanto a discriminação de negros ou judeus.

Que a luta contra o preconceito e contra todo o tipo de mente viciada e burra nunca acabe.

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Retirado do site que tem o curioso nome de Suástica Azul

sábado, 14 de agosto de 2010

Cotidiano

"Às vezes eu e a Flávia estamos numa lanchonete ou em um barzinho, e daí vêm aqueles tarados com cara de porco chegando como se fossem os donos do pedaço, tentam com aquela conversa de depravado levar a gente para um motel, ou dar uns pegas em nós, eles não têm capacidade para entender que somos um casal e que não temos um relacionamento aberto(...)

Moramos sozinhas, adoramos ler, eu adoro ler e escrever contos eróticos, poesias e romances, temos mil contas para pagar, temos nossas profissões, trabalhamos com carteira assinada, fazemos compras no supermercado, eu faço comida, lavo roupas, limpo o banheiro, a Flávia varre o chão, dá comida para o gato e para o cachorro, troca as roupas de cama, vamos a vídeo locadora, a sorveteria, a boates héteros e gays, usamos salto alto, absorventes internos, saias, calças jeans, tops, sutiãs, vestidos e temos um relacionamento de melhores amigas do segundo grau, somos tipo aquelas amigas que dormem uma na casa da outra, que saem para se divertir, assistem filmes, fazem bagunça, abusam na comida e principalmente das besteiras (sorvete, chocolate, refrigerante, salgadinho), mas o que nos diferencia é que nosso amor uma pela outra vai além de qualquer amor tabelado, limitado e antiquado.

Ela me ama e eu amo ela, pensamos e agimos como qualquer outro casal, temos vários problemas, somos diferentes por sermos lésbicas, mas será que somos pessoas ruins e merecemos que o preconceito nos atinja por termos, as duas, uma vagina?"

NA ÍNTEGRA, no Segredos de Uma Lésbica

Pesquisa DataFolha

Clique na imagem para ampliar

Fonte: Folha

Novos cursos na UEM !!!

Em primeiro plano, a então anônima atriz maringaense
Fernanda Machado, em apresentação com o grupo teatral
GET do colégio Nobel, ainda na década de 90.

O reitor da Universidade Estadual de Maringá, professor Décio Sperandio, anunciou a implantação de dois novos cursos de licenciatura: Artes Cênicas e Artes Visuais. Quem for prestar o próximo vestibular pela UEM, o Vestibular de Verão 2010, já poderá se inscrever para essas duas graduações, com a abertura de 40 vagas cada.
Neste concurso, também serão selecionadas a primeira turma de oito cursos, cuja aprovação já havia sido anunciada pela Instituição. Quatro são para o câmpus sede: Comunicação e Multimeios, Bioquímica, Tecnologia em Biotecnologia e Matemática em período integral. O câmpus de Umuarama irá abrir os cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia Civil e Engenharia Ambiental. Para o câmpus de Goioerê, foi aprovado o curso Física.
Fernanda Machado (de bigode) e eu, lá no fundo,
com a mão na cabeça.
Para atender as demandas atuais e as futuras, Sperandio disse que já foi autorizada a realização de concurso público para contratação de 208 professores. Ainda não há data precisa para abertura dos editais. Além disso, o reitor adiantou que a Universidade estuda a criação de pelo menos mais dois cursos novos.
Sobre a licenciatura em Artes Cênicas, a professora Kiyomi Hirosi, integrante da comissão que criou o projeto pedagógico, disse que o curso tem como objetivo oportunizar a formação de profissionais para atuarem tanto na educação básica, quanto nos projetos culturais que envolvem essa área artística. “Os dados apontam que há carência de profissionais habilitados para atuar com a área de Artes dentro da educação básica, ao mesmo tempo que há uma exigência da nova Lei de Diretrizes e Bases por esse profissional.”
Hirosi integrou também a comissão de criação do projeto pedagógico do curso de Artes Visuais e, segundo ela, essa licenciatura formará o profissional habilitado  para a pesquisa, a crítica e a produção, além da atuação nos ensinos fundamental e médio. “O objetivo da UEM é capacitar o aluno de Artes Visuais para operar as poéticas plástico/visuais dominando seu conteúdo teórico e prático, de forma que possa desenvolver ações efetivas de suporte e assessoramento às instituições ligadas à arte: curadorias educativas e mediação cultural em museus de arte, pesquisas em instituições e ateliês”. 
Fonte: Site da UEM 

Parabéns Professores


Aconteceu ontem no miniauditório da Aduem a noite de lançamento e sessão de autógrafos do livro “Retratos da Região Metropolitana de Maringá – Subsídios para a elaboração de políticas públicas participativas”, organizado por Ana Lúcia Rodrigues e Celene Tonella, professoras do Departamento de Ciências Sociais da UEM e editado pela Eduem. A obra apresenta oito trabalhos de pesquisadores das três áreas que compõem as Ciências Sociais – Antropologia, Ciência Política e Sociologia -, da Educação, da Arquitetura, da Estatística e da Geografia.

Sobre a Revista Veja

"Então é bom saber quem financia uma publicação decadente, com uma tiragem verticalmente descendente como a Veja. Saber que paga os funcionários da família Civita, saber com quem eles têm o rabo preso, ainda mais eles que se interessam tanto por saber onde o governo anuncia."

Texto na íntegra, no Blog do Emir Sader 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

E por falar em sexismo...Quentin Tarantino

VIII Semana Acadêmica de Ciências Sociais

PROGRAMAÇÃO

23 de Agosto – Segunda-feira
19:30 Solenidade de Abertura
20:00 Mesa Redonda: Dilemas e Perspectivas na Profissionalização do Cientista Social
21:45 Coquetel de lançamento do livro “Teorias e Pesquisas em Ciências Sociais

24 de Agosto – Terça-feira
19:30 Mesa Redonda: A licenciatura no curso de Ciências Sociais: avaliações e perspectivas
20:45 Discussão de propostas

25 de Agosto – Quarta-feira
19:30 Mesa Redonda: O bacharelado no curso de Ciências Sociais: avaliações e perspectivas
20:45 Discussão de propostas

26 de Agosto – Quinta-feira

19:30 às 20:45 - Primeira sessão de apresentação de trabalhos nas áreas temáticas

TEORIA POLÍTICA
1. Brito, Cássius Marcello T.M. Da crítica à teoria consagrada à via colonial de entificação do capitalismo.
2. Capelette, Marcia Facci. Teresa Salles e a cidadania concedida.
3. Gimenes, Eder Rodrigues. Mosca, Pareto, Michels e Wright Mills: a concepção de elite pelos elitistas clássicos e o conceito de “elite no poder”.
4. Peregrino, Marcela. Um mapeamento de alguns dos principais conceitos e problemas teóricos empregados pela bibliografia nos estudos sobre o movimento homossexual brasileiro.

TEORIA SOCIAL
1. Corral, Gustavo da Silva. Globalização do capital e precarização do trabalho nos países periféricos.
2. Fontana, Felipe. Para além dos estereótipos: estudo minucioso de Émile Durkheim.
3. Martins, Renan de Oliveira. Antropologia & Literatura: dimensões de profícua confluência numa reflexão sobre alteridade.

QUESTÕES ÉTNICAS E RACIAIS
1. Alves, Amanda Palomo. “Sou negro sim e ninguém vai rir de mim”: Tony Tornado e a política brasileira dos anos 1970.
2. Araújo, Marivânia Conceição de. Representações sobre cor e raça no Santa Felicidade.
3. Assis, Marcelo Francisco. O conservadorismo patriarcal e o racismo na cidade de Maringá.
4. Costa, Andréia Paulina. Transmutações e permanências: o movimento punk em São Paulo (1990-2009).

ESTUDOS SOBRE A POLÍTICA LOCAL
1. Amaral, Tiago Valenciano P. Os vereadores como elite política: o caso de Maringá.
2. Dasmascena, Jéferson S.; Tonella, Celene. A composição do voto na região metropolitana de Maringá e o peso do voto metropolitano na Assembléia Legislativa do Paraná.
3. Gini, Sérgio. Ação empresarial e desenvolvimento econômico local: mobilização e estratégias políticas em Maringá-PR.

PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA
1. Almeida, Carla Cecília R. Participação e representação no debate das feministas.
2. Ayres, Carla Simara. A cultura política como método e objeto de análise.
3. Bodart, Cristiano das Neves. Capital social: perversidades na prática do orçamento participativo.

POLÍTICAS PÚBLICAS
1. Araújo, Solange Santos. Políticas públicas de combate à violência de gênero: relação entre a legislação e as representações dos atores-sujeitos que as aplicam.
2. Bondezan, Silvio José. Construção de penitenciárias no Paraná: alguns aspectos sobre políticas públicas de segurança.
3. Disconzi, Rafael M. O significado da nova forma de habitat urbano no processo de segregação sócio-espacial no município de Porto Alegre.
4. Faria, Everton Henrique. Conselhos gestores de políticas públicas e de direitos: as práticas conselhistas dos Conselhos Gestores de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente na Região Metropolitana de Maringá.
5. Galvão, Altair Aparecido; Tonella, Celene. Políticas públicas urbanas, espaço público e segregação em uma cidade média: o caso de Maringá-PR.

EDUCAÇÃO E ENSINO DE SOCIOLOGIA
1. Chiarelli, Alexandre. A história em quadrinhos e o seu uso em sala de aula no Ensino de Sociologia.
2. Chiarelli, Alexandre. História da educação em Paranaguá: um estudo do desenvolvimento educacional entre os séculos XVII e XVIII.
3. Mori, Veronica Yurika. Diversidade cultural: avanços e dificuldades no contexto escolar.
4. Peregrino, Marcela. Gênero e papéis sociais: um relato de experiência da realização de uma oficina com alunos do Ensino Médio.


20:45 às 21:00 Intervalo



21:00 às 22:30 Segunda sessão de apresentação de trabalhos nas áreas temáticas

TEORIA SOCIAL
1. Massuia, Rafael. Limites e possibilidades da sociologia da literatura: algumas considerações de György Lukács Antonio Candido.
2. Ramos, Tiago Roberto. Pensamento social e pensamento comunicacional brasileiro: possibilidades e reflexões.
3. Lourenço, Julio César. A contribuição da atividade cineclubista do Chaplin Club para a maturidade da crítica cinematográfica brasileira.

QUESTÕES ÉTNICAS E RACIAIS
1. Costa, Samuel Douglas F. Identidade e patrimônio cultural em populações indígenas.
2. Isii, Eduardo Augusto. Shindô-renmei: cultura. Nacionalismo e representação da colônia japonesa no interior do estado de São Paulo.
3. Oliveira, Airton Donizete. A história esquecida dos sutis e a sua trajetória no norte e noroeste do Paraná.
4. Vieira, Driéli da Silva. Guarani em cena: pelo reconhecimento da sua identidade.

ESTUDOS SOBRE A POLÍTICA LOCAL
1. Meira, Thomás Antonio B. “Vaia de bêbado não vale?” Contribuições do aporte antropológico para a discussão da Lei Seca de Maringá-PR.
2. Silva, Jonas Jorge. O direcionamento da Frente Agrária Paranaense (FAP): os bispos assumem a dianteira.

PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA
1. Ribeiro, Rafael. O interesse por política entre os brasileiros: análise da evolução de alguns indicadores.
2. Ripari, Angélica. A reformulação da relação Estado-Sociedade.
3. Rita, Maria de Lurdes Santana. Confiança política e juventude no Brasil.

POLÍTICAS PÚBLICAS
1. Lima, Saulo de Castro. Reforma do estado e o setor de infraestrutura no Brasil durante o período 1990-2002.
2. Nascimento, Lucas Rodrigues F. Individualização do bem público protegido na tutela do meio ambiente natural.
3. Torrente, Ana Carolina P.; Faria Everton H.; Valotta, Fernanda M. Os movimentos sociais da década de 1970 e os avanços nas políticas públicas na área de habitação de interesse social.
4. Valotta, Fernanda M. Análise do homicídio em Sarandi e os impactos nas ações municipais na área de segurança pública.

EDUCAÇÃO E ENSINO DE SOCIOLOGIA
1. Priori, Josimar. Aulas de Sociologia no Ensino Médio: realização e frustração.
2. Santos, Renata Oliveira. Da formação à prática: o profissional de sociologia e o ensino da disciplina em Maringá e Marialva.
3. Silva, Mariana Amália de C. C.; Ramos, Tiago Roberto; Bueno, Zuleika de Paula. Laboratório Itinerante de Ensino de Sociologia Instalação Interativa: relato de uma experiência de intervenção no espaço escolar.


27 de Agosto – Sexta-feira
19:30 Palestra “A sociologia no Ensino Médio como objeto de investigação”.
22:00 Encerramento


Saiba qual é a diferença entre faculdade, centro universitário e universidade

Você até pode ouvir um monte de siglas para os nomes das instituições de ensino superior, mas a verdade é que só existem três tipos delas no Brasil: as universidades, os centros universitários e as faculdades.

Por isso, na hora de escolher, é preciso ficar atento se a instituição de ensino cumpre o que é exigido pelo MEC (Ministério da Educação) e pela lei brasileira.

Universidade
As universidades devem oferecer, obrigatoriamente, atividades de ensino, de pesquisa e de extensão (serviços ou atendimentos à comunidade) em várias áreas do saber. Elas têm autonomia e podem criar cursos sem pedir permissão ao MEC.

As federais são criadas somente por lei, com aprovação do Congresso Nacional. As particulares podem surgir a partir de outras instituições como centros universitários.

Os requisitos mínimos são os seguintes:

-Um terço do corpo docente, pelo menos, deve ter título de mestrado ou doutorado. Quanto maior a titulação dos professores, mais tempo de pesquisa e mais experiência para transmitirem aos estudantes.

-Um terço do professorado deve ter contrato em regime de tempo integral - esses são os profissionais que costumam oferecer maior dedicação à instituição. Quando um docente é contratado para poucas aulas, normalmente, tem menos tempo para atender os universitários e para desenvolver projetos de pesquisa e extensão.

-Desenvolver, pelo menos, quatro programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) com boa qualidade - um deles deve ser de doutorado.

Centro universitário
Os centros universitários, assim como as universidades, têm graduações em vários campos do saber e autonomia para criar cursos no ensino superior.

Em geral, são menores do que as universidades e têm menor exigência de programas de pós-graduação. No entanto, há algumas regras que eles precisam cumprir:

-Ter, no mínimo, um terço do corpo docente com mestrado ou doutorado.

-Ter, pelo menos, um quinto dos professores contratados em regime de tempo integral (observe que o percentual é menor do que o exigido nas universidades).

Faculdade
As faculdades são instituições de ensino superior que atuam em um número pequeno de áreas do saber. Muitas vezes, são especializadas e oferecem apenas cursos na área de saúde ou de economia e administração, por exemplo.

Outra diferença para os centros universitários e universidades é a seguinte: quando uma faculdade pretende lançar um curso, ela tem de pedir autorização do Ministério da Educação - ou seja, não tem autonomia para criar programas de ensino. Contudo, as faculdades devem cumprir uma exigência:

O corpo docente tem de ter, no mínimo, pós-graduação lato sensu - normalmente menores do que os mestrados e doutorados.


Fonte: UOL

Sexismo

Segundo a Wikipédia, Sexismo é termo que se refere ao conjunto de ações e idéias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinônimo de machismo é na verdade um hiperônimo deste, já que é possível identificar diversas posturas e idéias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que privilegiam o gênero feminino em detrimento do gênero masculino ou que privilegiem homossexuais em detrimento de heterossexuais.

Ações sexistas podem partir de diversos pressupostos, destacando-se os de que:

-Um gênero (ou uma identidade sexual) é superior a outro.

-Mulher e homem são profundamente diferentes (mesmo além de diferenças biológicas), e essas diferenças devem se refletir em aspectos sociais como o direito e a linguagem.

-Existem características comportamentais que são intrínsecas a determinado gênero, de modo que todas as pessoas deste gênero as possuem (visto em generalizações como "todo homem é mulherengo" ou "toda mulher ama seus filhos" ou "todo homossexual é gentil").


Diferentes termos podem ser usados para nomear conjuntos de idéias e ações sexistas de acordo com o gênero afetado. O sexismo contra homens é chamado de misandria, androfobia ou feminismo. O sexismo contra mulheres é comummente denominado de machismo, chauvinismo ou misoginia. As formas de sexismo contra GLTB podem ser genericamente nomeadas como homofobia.

É comum que indivíduos promovam atitudes sexistas contra seu próprio gênero e isto torna equivocado declarar que idéias feministas reflitam a posição das mulheres ou que idéias machistas sejam disseminadas pelos homens. A forma como a cultura age no imaginário coletivo permite que seja possível encontrar mulheres que defendam que "lugar de mulher é na cozinha" ou homens afirmando que "marido que não procura trabalho é vagabundo" assim como há mulheres e homens que se contrapõem a tais ideários, indistintamente.

Ideias sexistas bastante populares e quadros relacionados a tais ideias, no Brasil

Apesar das discussões políticas, midiáticas e acadêmicas sobre igualdade de gênero travadas nas últimas décadas, muitas ideias sexistas ainda permeaim a cultura brasileira e explicam parte das diferenças socias, econômicas, ocupacionais e comportamentais entre os gêneros.

Lista de algumas idéias de caráter sexista e de problemas de ordem comportamental, socio-econômica ou jurídica relacionadas a elas:

É dever natural do homem o sustento da família
-evasão escolar precoce de grande parte dos homens, sobretudo nas classes mais pobres, que se veem pressionados a trabalhar para sustentar suas famílias enquanto suas irmãs ou esposas têm maior liberdade para escolherem entre trabalhar ou estudar. Consequente inversão no desequilíbrio educacional relativo a gênero, com as mulheres alçando níveis educacionais mais altos que os homens, em média.

-sobrecarga ocupacional masculina (25% dos homens brasileiros economicamente ativos trabalham mais que 49 horas semanais contra apenas 12% das mulheres na mesma condição.

Mulheres devem ser responsáveis pela casa
-alto percentual de mulheres sem ocupação econômica, embora já se concentrem neste gênero os mais altos índices de formação educacional e profissional

As mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais
-baixíssimo índice de decisões judiciais favoráveis a que a guarda de filhos de casais separados seja dada aos pais ou seja compartilhada entre pai e mãe

Homens não choram/ homens devem ser fortes / homem que apanha de mulher é frouxo 
-menor procura de indivíduos do sexo masculino por atenção médica em comparação às mulheres

-resistência de índivíduos do gênero masculino em prestar queixa contra suas parceiras quando estes vêm a ser vítimas de violência doméstica

Trair é da natureza masculina (mas não da feminina)
-atitudes masculinas violentas, muitas vezes originando crimes de agressão ou contra a vida, quando de suspeita ou constatação de infidelidade conjugal

-rejeição social percebida por mulheres que traem seus companheiros, ao contrário do que ocorre aos homens infiéis.

-contaminação de mulheres casadas por doenças sexualmente transmissíveis contraídas por seus maridos.

As mulheres são mais frágeis (ou inocentes)
-predisposição do judiciário a minimizar o papel de mulheres criminosas e a aplicar sobre elas penas mais brandas.

-exclusão "a priori" das mulheres de determinados campos profissionais.

Gays são promíscuos/não conseguem controlar seus impulsos sexuais
-maior dificuldade de homossexuais em adotar crianças

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Para saber mais: Sexismo e Misoginia
Duas matérias interessantes sobre o assunto no Corporativismo Feminino e no Liberal Libertário Libertino 

Crítica de Plínio de Arruda à TV Globo interrompe gravação para o 'Jornal Nacional'


Um protesto do candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, fez com que a gravação de sua entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, fosse interrompida.

Em sua primeira resposta, a uma pergunta sobre o fato de o PSOL defender a suspensão do pagamento dos juros da divida e as ocupações de terra, Plínio disse que iria tratar do assunto, mas antes faria uma crítica ao tempo de três minutos que a Globo lhe ofereceu, contra os 12 minutos ofertados a Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB).

O candidato disse que "sempre viajou de classe econômica e nunca viu problema nisso", mas que achava ruim que a emissora "criasse uma classe executiva para os candidatos chapa branca".

Segundo o relato de uma pessoa que acompanhava a gravação, os profissionais da TV Globo interromperam a entrevista e propuseram a Plínio que ele gravasse novamente, desta vez sem a crítica, e em contrapartida o apresentador do "JN", William Bonner, diria que o candidato protestou contra o tempo oferecido a ele.

Após uma negociação, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) sugeriu a Plínio que ele gravasse uma crítica mais branda, o que foi feito.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Jovem diz ter câncer e usa doações para viajar para Disney

do G1

De acordo com a polícia, a jovem fraudou grupos de caridade e centenas de pessoas que doaram dinheiro para ela realizar o tratamento contra a suposta doença. Ela chegou a raspar a cabeça e as sobrancelhas e parar de comer para parecer que estava fazendo quimioterapia.

A mulher criou a farsa em 2008, quando ela tratou um nódulo benigno em um dos seios. Após o caso, ela disse que foi diagnosticada com câncer de mama. Sensibilizados, amigos e outras pessoas doaram US$ 20 mil para seu tratamento.

Ela agora pode pegar até dois anos de prisão se for condenada por fraude.

Jovem mente ter câncer de mama e usa doações para pôr silicone

A norte-americana Trista Joy Lathern, de 24 anos, foi presa na semana passada depois que mentiu ter câncer de mama e colocou implantes de silicone com o dinheiro arrecadado para ajudá-la no tratamento.

A investigação mostrou que amigos e colegas de trabalho de Trista levantaram US$ 10 mil (cerca de R$ 17 mil) em doações após ela anunciar que tinha câncer de mama. Segundo o relatório policial, ela teria raspado a cabeça para parecer que estava fazendo quimioterapia.

A fraude veio à tona quando Trista, após aceitar o dinheiro, agendou uma consulta para fazer uma cirurgia de implante de silicone nos seios. No entanto o médico que iria realizar a cirurgia notou que seu histórico médico não fazia nenhuma menção ao tratamento contra o câncer.

Noite da Tequila no Aquáticu's Bar

Bônus pra galera de Ciências Sociais 
até sexta-feira com Marcos Daniel.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Brasileira de 14 anos é condenada por 'sexo consensual' em Abu Dhabi

Do G1, com informações da France Presse

Uma adolescente brasileira de 14 anos foi condenada à prisão em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, por ter feito "sexo consensual" com um motorista de ônibus escolar paquistanês, confirmou o Itamaraty nesta quarta-feira (11). A identidade da menina não foi revelada, e a assessoria do gabinete informou que "haverá recurso em segunda instância" do caso.

A jovem foi condenada a seis meses de prisão depois que os promotores a acusaram de ter feito "sexo consensual" e ter combinado o encontro com o paquistanês, por meio do que chamaram de mensagens de texto "eróticas".

"A garota de 14 anos, que inicialmente alegou ter sido estuprada (...) foi condenada na terça-feira a seis meses de prisão, seguido pela deportação", informa o "Gulf News". A adolescente se retratou da acusação de estupro durante uma audiência na corte no fim de julho, de acordo com o jornal "The National".

O Gulf News também destaca que o homem, de 25 anos, foi condenado a um ano de prisão e também será deportado. O "National" afirma que o homem tem 28 anos.

Os advogados da garota solicitaram que o paquistanês fosse acusado de "estupro estatutário". Estupro estatutário é similar ao "estupro presumido" previsto no Código Penal brasileiro: quando a mulher não é maior de 14 anos, a violência é presumida, mesmo que haja consentimento. Em muitos países, a adolescente seria considerada menor de idade para ter uma relação sexual, mesmo consensual.

Mas nos Emirados Árabes Unidos, pondera a reportagem do "National", crimes relacionados ao sexo são analisados de acordo com a sharia, lei islâmica, segundo a qual os acusados que já passaram pela puberdade são julgados como adultos.

Para Deputada Estadual

C L A U D I N H A   -   1 6 . 1 0 0
CLAUDINHA MORAES 16.100
Tenho 24 anos, nasci em Ponta Grossa e moro em Curitiba há 2 anos. Sou estudante de pós graduação na PUCPR e professora de Educação Física no Programa Atitude.

Comecei minha militância política na Universidade Estadual de Maringá, onde dirigimos o Centro Acadêmico de Educação Física por 4 anos consecutivos e o Diretório Central dos Estudantes da UEM na gestão de 2004-2005.

Logo em 2004, ingressei em uma organização regional que se chamava Construção ao Socialismo (CAS), que atuava em Maringá, principalmente na universidade.

Em 2007, toda nossa organização decidiu entrar no PSTU para fortalecer uma alternativa de esquerda, socialista e internacional. Atualmente sou da Assembléia Nacional de Estudantes Livre – ANEL e do Movimento de Mulheres em Luta da Conlutas.

Nessas eleições, serei candidata a deputada estadual, representando um programa de luta contra as opressões das mulheres e dos GLBTs e um programa para a juventude deste país.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

Areté

A palavra areté (do grego ἀρετή, areté,és) tem sido traduzida como virtude em praticamente todas as línguas ocidentais: virtue, virtù, etc. Em que pese esse uso universal e consagrado, é inevitável, para nós, que a palavra virtude apareça carregada de significados e conceitos cristãos que, obviamente, não poderiam ser aplicados ao contexto dos gregos antigos sem causar sérios problemas de interpretação. Assim, sempre preferimos fazer a tradução da palavra areté por excelência, ou seja, o ponto máximo de aperfeiçoamento que um determinado ser pode alcançar.

Segundo o Dictionaire Grec-Français, a palavra areté significa mérito ou qualidade pela qual alguém se destaca. Dessa maneira, ela pode ser aplicada às mais diferentes esferas da vida humana. Pode significar uma qualidade do corpo, tal como força ou agilidade (Ilíada, canto XX, verso 411), beleza (Xenofonte, Ciropédia, 5, 1-4), saúde (Platão, Górgias, 479b; Político, 353b; Aristóteles, Retórica, 1 , 3), ou pode ser uma qualidade da inteligência ou da alma, como vemos no Protágoras de Platão (322d). Pode adquirir o sentido de consideração ou honra (Tucídides, História da Guerra do Peloponeso, I, 33), ou pode ser vista como o mérito do artesão, ou ainda do homem de Estado. No sentido moral, areté significa nobres ações em Platão (República, 618b).

Em torno do século IV a.C., areté passou a incorporar outros atributos, como dikaiosyne (justiça), e sophrosyne (moderação e autocontrole). Platão incorporou esses novos significados tentando estabelecer uma nova definição para areté, Aristóteles ampliou seu trabalho e o conceito teve importantes repercussões no pensamento cristão. Areté foi também importante elemento na paideia grega, o conceito de educação integral para a formação de um cidadão virtuoso e capaz de desempenhar qualquer função na sociedade. O treinamento na areté envolvia educação física, oratória, retórica, ciência, música e filosofia, além de educação espiritual.

Ela tem a mesma origem da palavra áristos, pois ambas compartilham o prefixo aumentativo ari-. Por seu lado, áristos é o superlativo de agathós (bom) e significa o excelente, o melhor, o mais bravo, o mais nobre, etc...

Como todas as palavras muito antigas, areté sofreu, ao longo de sua história, variações de significado e aplicação. Surgindo como uma característica dos nobres guerreiros homéricos (áristoi), que tentavam alcançar a perfeição nas duas esferas do humano, a física e a intelectual, a palavra areté e os seus correlatos passou por diversas mudanças, acompanhando a evolução da civilização.

Fontes: Wikipédia e Instituto Areté

Para saber mais sobre Areté, AQUI

The Boy With The Thorn In His Side




O Garoto Eternamente Atormentado
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O garoto eternamente atormentado
Por trás do ódio jaz
Um desejo homicida por amor
Como eles podem olhar em meus olhos
E continuar sem acreditar em mim?
Como eles podem me ouvir dizer aquelas palavras
E continuar sem acreditar em mim?
E se eles não acreditam em mim agora
Eles vão acreditar algum dia?
E se eles não acreditam em mim agora
Eles vão acreditar, eles vão acreditar algum dia?

O garoto eternamente atormentado
Por trás do ódio jaz
Um desejo de roubar amor
Como eles podem ver o amor em nossos olhos
E continuar sem acreditar em nós?
E depois de todo esse tempo
Eles não querem acreditar em nós
E se eles não acreditarem em nós agora
Eles vão acreditar algum dia?
E quando você quer viver
Como você começa?
Onde você vai?
Quem você precisa conhecer

letra by TERRA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Desde 2000, o Aquaticu's Bar já foi roteiro de shows marcantes, como Leoni, Dudu Nobre, Mato Grosso & Mathias... Até mesmo Luan Santana, no início da carreira, realizou suas apresentações por ali.

A casa possui três ambientes: o externo, com algumas mesinhas na calçada, um primeiro ambiente interno e, por fim, o espaço da balada com os camarotes, a pista de dança e o palco organizados.

Para saborear uma das vinte porções da casa ou os pratos à la carte, o mais indicado mesmo é o primeiro ambiente interno.

Entre as porções, a que mais sai é a de medalhão (R$14,30 no happy hour / R$18,50 fora do happy hour). São 500 gramas de frango enrolado com bacon, acompanhados por molho de tomate, gengibre e molho rose.

Fique atento ao horário do happy hour. Durante a semana é as 17h30 às 21h. No domingo, no entanto, encerra mais cedo, às 20h.

No serviço à la carte, o Aquaticu's surge com sua famosa tilápia na telha (R$27 no happy hour / R$33 fora do happy hour).

Para até quatro pessoas, ela vem acompanhada por arroz de pirão, tomate, cebola, alface, palmito, azeitonas, pepino, cenoura e repolho. As cervejas, Brahma, Skol e Antártica, são vendidas em 600 ml, long neck e 350 ml. No happy hour saem por R$3,50 e, fora do horário, por R$4.

A casa prepara dezenove tipos de caipirinhas, drinques e coquetéis tradicionais, com destaque para o Mulata Charmosa (R$9 no happy hour / R$11 fora do happy hour). Fique atento às opções de descontos oferecidos pelo Aquaticu's.

Estudantes, ao apresentar a carteirinha, ganham 30% de desconto - exceto durante festas universitárias. A dica é levar, também, o bônus de 20% disponível para impressão no site do Aquaticu's. Dai você acumula 50% de descontos na sua balada.

Av. Cerro Azul, 998
Maringá - PR

(44) 9900-4542 (Suelen)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Amigo do Lula

Irã rejeita proposta 'desinformada' de asilo feita por Lula

 

O governo do Irã rejeitou nesta terça-feira a oferta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conceder asilo à iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento no Irã sob acusação de adultério.

 

Na primeira reação oficial à oferta brasileira, o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast, disse que o presidente Lula fez a proposta porque tem uma "personalidade emotiva", mas ressaltou que o líder brasileiro não dispõe de "informação suficiente" sobre o caso.

 

"O presidente (Lula) da Silva tem uma personalidade muito emotiva e humana, mas provavelmente não tem informação suficiente sobre o caso", declarou o porta-voz.

 

Mehmanparast disse que a Ashtiani "cometeu um crime" segundo a lei iraniana e que o governo iraniano pode passar mais informações ao presidente Lula "para que ele entenda o caso".

 

O porta-voz respondia, durante uma entrevista coletiva, à pergunta de um jornalista que havia questionado se havia ou não interferência do presidente brasileiro nessa questão.

 

A oferta brasileira de asilo a Ashtiani foi feita no fim de semana. O presidente fez um "apelo" ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que "permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher", disse Lula, durante um comício em Curitiba.

 

Opiniões divididas

 

A proposta brasileira foi apoiada por ativistas que defendem os direitos humanos no Irã, mas foi criticada por setores mais conservadores ligados ao governo do país.

 

Membros de organizações de direitos humanos disseram que a oferta de Lula de conceder asilo a Ashtiani é um passo positivo, mas que ainda é preciso fazer mais para pressionar o Irã a banir esse tipo de sentença.

 

Um site ligado à Guarda Revolucionária do Irã fez críticas à posição do presidente brasileiro, acusando-o de interferir nas questões internas do país.

 

Ashtiani, de 43 anos, está presa no Irã desde maio de 2006, quando um tribunal na Província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada por manter "relações ilícitas" com dois homens após a morte de seu marido.

 

No início do mês, as autoridades iranianas haviam afirmado que ela não seria mais morta por apedrejamento, embora a mulher ainda possa ser sentenciada à morte por enforcamento pelo adultério e por outras acusações que pesam contra ela.

 

O caso teve grande repercussão internacional e, no sábado, o presidente Lula fez um apelo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pedindo que permita que a mulher possa se asilar no Brasil.

 

Falando à imprensa, o filho da mulher condenada, Sajjad Ashtiani, disse que o governo não poderia ignorar um pedido do Brasil.