sexta-feira, 4 de maio de 2012

Gracias Por Existir





Como comenzamos yo no lo se
La historia que toca su fin
Que es ese misterio que no se fue
Lo llevo aqui dentro de mi


Seran los recuerdos que no
No dejan pasar la edad
Seran las palabras pues yo
Sabras mil trabajos amor


Cantar con amor ya no bastara
Es poco para mi
Si quiero decirte que nunca habra
Cosa mas bella que tu
Cosa mas linda que tu
Unica como eres
Imensa cuando quieres
Gracias por existir
eros ramazzotti

Como escolher seu instrumento musical

Balanço




* * *
Às vezes é preciso 
diminuir a barulheira, 
parar de fazer perguntas, 
parar de imaginar respostas, 
aquietar um pouco a vida 
para simplesmente deixar 
o coração nos contar o que sabe. 
E ele conta. 
Com a calma 
e a clareza que tem.

Hint




Se vc tiver a imponderável sorte
de ter alguém em sua vida
que deseja muito a sua presença,
...não se esconda.

E principalmente se esse alguém 
desejar muito um abraço seu,
...não se encolha.

Acredite,
o amor não é infinito
e nada é pra sempre...
marcosdaniel

quinta-feira, 3 de maio de 2012

grifo dEle


Sem dinheiro há 12 anos


do G1

Daniel Suelo, 51 anos, vive sem dinheiro há 12 anos e mora em uma caverna no deserto de Moab, no estado de Utah (EUA).

Daniel renunciou ao dinheiro em 2000, deixando seus últimos US$ 30 em uma cabine telefônica. Em seguida, foi para o deserto começar uma nova vida. Ele sobrevive de comida que encontra nas áreas selvagens e de alimentos descartados ou doados.

Apesar de ter graduação em antropologia e um mestrado, Suelo disse que prefere viver sem se preocupar com trabalho, hipoteca ou outras preocupações que afligem a maioria dos habitantes dos EUA.

Mark Sundeen, escritor e amigo de Suelo, escreveu uma biografia sobre o estilo de vida do amigo depois de acompanhá-lo de perto durante vários anos.

Suelo, no entanto, não vive totalmente isolado. Ele mantém um blog e é um membro ativo de sua comunidade.

Amy Winehouse



I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good

Bagunça












Cuidado com quem você
deixa entrar na sua bagunça.
Algumas pessoas arrumam,
outras bagunçam ainda mais,
e tem outras…
Ah! As outras vivem
na bagunça com você e nem ligam,
se tá arrumado, se não tá.
Elas só querem estar ali. Com você.”
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Boa reflexão para um dia
em que se está preparando a mudança.
Mas a verdade é que eu adoraria que você
estivesse aqui, nessa minha bagunça...

o certo e o torto


Rumando

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Eu ando tomando o rumo certo agora, 
me desejem sorte.

Eu aprendi que nessa vida tudo passa, 
até tristezas, mágoas, amores, rancores , 
e sei que não adianta querer que todos os meus dias 
sejam felizes e alegres, 
e sim estar preparado para grandes decepções. 

Porque a vida é feita de altos e baixos, 
um dia eu posso estar no alto, 
e no outro estar lá embaixo. 

Então eu só quero aproveitar cada instante bom 
e aprender a lidar com os ruins.
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Questão de escolha.







Ainda prefiro uma alegria à toa
à uma tristeza bem fundamentada. 
marcos daniel

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Das bonitezas de um abraço






(...) o abraço é também 
um jeito de dizer:
Vai passar, está passando; 
eu estou aqui com você."


Saudade do seu Upa guria chata...

Inércia congênita


Trancou a moto e tratou logo de abrir o zíper da pesada jaqueta de couro. Notou uma gostosa que vinha pela calçada e diminuiu o passo para ver a bunda dela. Nota 5, pensou, enquanto colocava a chave nos bolsos. A Caminhando naquela marcha típica de quem esta atrasada a Gostosa entrou no SENAC, ele atrás. Uma Velha aos pés da escada puxou conversa com a Gostosa, que respondia a tudo meio impaciente. Ele fingiu ler o cardápio na entrada do restaurante. A Gostosa subiu a escada, ele atrás.

No segundo andar ela seguiu subindo até o terceiro, ele entrou no salão-escola. Foi até o fundo do salão, já cheio àquela hora. Corte ? Perguntou uma das diversas loiras do local. Ele confirmou secamente. Qual o nome ? Perguntou a Loira sem sequer olhar para ele. Roberto, respondeu. Não se chamava Roberto, mas gostava de escolher nomes diferentes para esses momentos em que o nome não tem a menor importância.

Desceu até o térreo para pagar o corte. Dois reais e cinquenta centavos. Entregou as três moedas para a atendente, pegou o ticket e subiu as escadas de volta correndo. Porque estou correndo ? Considerou. Entregou o ticket para a Loira e sentou-se. Ameaçou pegar uma revista. Caras, Revista da ACIM ou Contigo. Desanimou-se.

Logo outra loira chamou pelo Roberto. Loira e Gostosa. Ele foi até ela, sorrindo e tirando a pesada jaqueta de couro. Ela indicou a cadeira com os olhos. Ele acomodou-se e ela foi logo colocando a capa branca. Passava por esse mesmíssimo ritual desde a infância. As únicas vezes em que não cortou o cabelo usando aquela túnica foi na cadeia e quando, já reconduzido à liberdade, um vizinho cortou seu cabelo com uma dessas máquinas compradas no Paraguai.

Como é seu nome ? Perguntou a Loira Gostosa. Roberto, respondeu ele, em dúvida se ela o conhecia como Renato (seu verdadeiro nome), ou se ela era apenas lerda, uma vez que o havia chamado pelo nome de Roberto a menos de trinta segundos.

Acho que já cortei seu cabelo antes, arriscou ela. É possível, venho aqui todo mês.

Outra dúvida: Ela estava dando mole ou querendo ser simpática. Provavelmente nem uma coisa nem outra. Era apenas uma pergunta sem maior importância ou consequência. Tentou ser simpático: Qual é o seu nome ? Rebeca, ela respondeu. Ele sorriu lembrando de uma cadela que teve uns anos atrás, que atendia (às vezes) por esse nome. Achou que não seria muito simpático revelar esse capítulo de sua história para Rebeca Gostosa, as pessoas são imprevisivelmente sensíveis.



Tirou o óculos e então nada mais existia, pelo grande espelho à sua frente via vultos brancos e dourados vagando atrás dele. Ouvia o vozerio ruidoso das loiras que tomava conta do ambiente, enquanto lembrava da Rebecca de Mornay. Ela nem é gostosa e só fez um filme que preste, chamado A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO. O título faz referencia a um ditado que diz “a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo (ou manda no mundo)”. Ele pensou em dizer pra Rebeca Gostosa que, na sua opinião, o ditado faz alusão aos professores. Quem sabe dizer o quanto os professores são importantes na formação do cidadão. Em como, cada vez que um professor ou professora reproduz um pensamento falocêntrico, homofóbico ou racista ele contribui para a reprodução dessas culturas. Mas seria um papo muito chato pra uma conversa de salão. Talvez num táxi com um motorista rastafári em Nova York fosse mais apropriado.

Suas divagações foram interrompidas por uma bicha que interpelava Rebeca pedindo um “pé” de luva para tintura, já anterrindo da própria piada. Rir das nossas próprias desgraças é uma virtude, mas rir das próprias piadas soa no mínimo esquisito.

O pior é que Rebeca Gostosa não apertava o tal aparelhinho paraguaio contra a cabeça de Renato, o que fazia com que a maquininha capeta puxasse alguns fios brancos ou pretos de sua cabeça, causando uma dor infinitamente menor do que aquele provocada pela doutora Denise (gostosa) exatamente uma semana atrás, naquele mesmo horário, durante um procedimento odontológico no qual a tal Doutora Gostosa retirou a um só tempo o segundo e o terceiro molares superiores esquerdos. Talvez por ainda ter essa lembrança em mente ele nem cogitou reclamar dos insignificantes puxõezinhos de cabelo.
  
Na verdade ele não reclamou porque não era de seu feitio reclamar. Alias não era de seu feitio fazer nada. Ainda que Rebeca Gostosa lhe desse o maior mole, ele não faria nada. Inércia congênita.
  
Por esse mesmo motivo não protestou quando Rebeca Gostosa não se prontificou a lavar seu cabelo, como sempre fizeram todas as loiras que a antecederam nos últimos 15 anos, período em que sempre cortou o cabelo no SENAC.

Despediu-se, agradecendo resignado, desceu a escadaria e cruzou o pavimento térreo até chegar na rua. Olhou a moto e por uma fração de segundos considerou pra onde ir. Pensou em ligar pra ela e só então se deu conta de que esquecera o celular no Shopping. E se ela ligar !? antesofreu, já em pânico. Ela nunca ligou antes, porque ligaria logo hoje. Aliás ninguém liga pra você Mané. Gostava dessa voz que o importunava vez ou outra. Pensou no Wagner, seria um bom amigo pra essas horas. Ele parecia ser o tipo de cara que coloca as pessoas nos trilhos, mas sem jamais indicar a direção a ser tomada.

Vamos pra casa, disse alto, como se opção houvesse.

Buracos negros humanos


por Ivan Martins

Costumo me lembrar dela de duas maneiras. Em uma, é a mulher intensa, cheia de vida, que a cada dia se apaixonava por uma nova ideia que iria revolucionar a sua vida. Na outra, é uma garota ansiosa, desamparada, sempre correndo atrás de algo que não existia. Nas duas versões é um ser humano fascinante. Em ambas, uma companhia intolerável.

Dias atrás, ao me lembrar dessa pessoa concreta e real, me ocorreu a imagem de um buraco negro – aquele ponto no espaço em que as forças do universo se manifestam de forma extrema e misteriosa.

Em sua sedutora confusão, ela era capaz de atrair as pessoas, roubar a luz que elas emitiam e, de forma inocente e inevitável, esmagá-las. Assim como se imagina que os buracos negros podem levar a outras dimensões, ela também arrastava as pessoas ao seu redor a um território de angústia e perplexidade, aquele em que ela mesma vivia o tempo todo. Era, a despeito da sua doçura essencial, da sua enorme carência, uma personalidade destrutiva, incapaz de obter ou oferecer paz. Um mistério insolúvel para si mesma. Uma alma atormentada. Um buraco negro emocional.

Talvez vocês já tenham se envolvido com gente assim.

É impossível ignorá-las e parece impossível 
salvá-las de si mesmas. 
Movidos por nossos melhores sentimentos, 
ou pelo mero desejo, 
somos arrastados a um turbilhão 
que não é o nosso e rapidamente percebemos 
que é impossível contê-lo 
ou sobreviver em seu interior. 
Quando você descobre que o outro 
é um rio sem margem, 
o instinto de sobrevivência recomenda fugir. 
Quem fica tem histórias difíceis para contar.

A convivência com esses extremos ensina algumas coisas, porém. A mais importante delas é a importância essencial da sanidade. Os seres humanos diferem de incontáveis maneiras e suas neuroses se multiplicam na mesma proporção. Mas há, dentro de cada um de nós, uma espécie de termômetro que mede a loucura do outro. Se ela passar do limite aceitável pela tribo, ou por nós mesmos, algo dentro de nós berra e recua. Muitos tivemos essa experiência.

Você está conhecendo a pessoa, gosta do que vê e do que ouve, mas, de repente, ela diz ou faz algo totalmente fora de contexto, incompreensível e, por isso mesmo, assustador. Pode ser uma explosão de violência, uma mudança radical de humor ou uma conversa sem pé nem cabeça, que você tenta seguir e não consegue. O resultado é o mesmo: aparece um nó no estômago e a atração vira pó. Temos vontade de sair correndo.

Mas esses são casos extremos.

Em geral, antes de descobrir o pântano mental do outro já estamos enredados. Aí fica mais difícil perceber e escapar da confusão. Aliás, podemos estar apaixonados pelo tumulto. Achamos aquilo tudo fascinante, atraente, único. Pensamos: que pessoa original achei para mim. Leva tempo para entender que ela talvez seja original demais para o seu próprio bem. Custa se desvencilhar de algo assim.

Por isso eu penso nos buracos negros, em como eles arrastam para si tudo ao redor, como são fundamentalmente incompreensíveis e fascinantes, como representam perigo. Eles lembram as personalidades atormentadas. Assim como os buracos negros, é melhor vê-las de longe, no tempo e no espaço, à distância segura de um telescópio. Talvez assim seja possível decifrá-la. Assim é possível sobreviver ao seu fascínio.
 ____________________________________________
 (Ivan Martins escreve às quartas-feiras na Revista Época.)


Fragmentos


"Eu não era raso assim,
sofri assoreamento."

******

por

Coisas do Inverno.









‎"Hoje eu queria estar só. 
Mas não sozinho. 
Só contigo." 
cfa

terça-feira, 1 de maio de 2012

Saudade










Sinto algo tão ruim.
É a isso que chamam saudade ?

Nada É Impossível Mudar















"Desconfiai do mais trivial, 
na aparência singelo. 
E examinai, sobretudo, 
o que parece habitual. 
Suplicamos expressamente: 
não aceiteis o que é de hábito 
como coisa natural, 
pois em tempo 
de desordem sangrenta, 
de confusão organizada, 
de arbitrariedade consciente, 
de humanidade desumanizada, 
nada deve parecer natural, 
nada deve parecer 
impossível de mudar."
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Bertolt Brecht
(1898-1956)
Escritor e dramaturgo alemão, 
além de grande teórico teatral.

Caminhando sozinho










"Aprender a estar só 
é uma necessidade 
que o individuo tem 
para criar um relacionamento 
saudável consigo mesmo.
É saber apreciar 
a própria companhia, 
não ter medo de 
acompanhar o seu intimo, 
entrar em contato 
com sua a sua natureza,
caminhar por um jardim,
sentir os pés amassando 
a areia da praia 
à medida que anda."

[R. Shinyashiki]

The Bad in Each Other


"When a good man and a good woman
Can't find the good in each other
Then a good man and a good woman
Will bring out the worst in the other
The bad in each other"
[Feist in: The Bad In Each Other]


letra e tradução AQUI